por Mariana Almofrey Nogueira

Uma grande bolha transparente foi montada na Praça dos Três Poderes – em Brasília. Ao longo de todo o dia, um jovem ficou dentro dela, isolado das pessoas que estavam no ambiente externo.

Na base da bolha podia-se ler os dizeres do jornalista e sociólogo Herbert Daniel, que morreu no ano de 1992 em decorrência da Aids: “Há uma coisa dentro de mim, contagiosa e mortal, perigosíssima, chamada vida, lateja como desafio”.
De acordo com o site http://www.aids.gov.br/, a decisão de transformar o 1º de dezembro no Dia Mundial de Luta Contra a Aids foi tomada em outubro de 1987 pela Assembléia Mundial de Saúde – com apoio da ONU.
A data é adotada no Brasil desde 1988. A intenção é que ela sirva como um reforço a solidariedade, a tolerância, a compaixão e a compreensão com as pessoas infectadas pelo HIV.
O laço vermelho é visto como símbolo de solidariedade e de comprometimento na luta contra a Aids. O símbolo – criado em 1991 pela Visual Aids – foi escolhido por remeter a sangue e à idéia de paixão. Ele foi usado (publicamente) pela primeira vez no prêmio Tony Awards, pelo ator Jeremy Irons.
No Brasil, o tema da Campanha do Dia Mundial de Luta Contra a Aids deste ano tem como público alvo os homens acima dos 50 anos. Ela foi lançada no dia 25 do mês passado pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão e tem como slogan: “Sexo não tem idade. Proteção também não”.A maioria dos casos de Aids ainda está concentrada na faixa etária de 25 a 49 anos. No entanto, a campanha é pertinente porque a taxa de incidência entre pessoas acima dos 50 anos dobrou entre 1996 e 2006 – passando dos 7,5 casos por 100 mil habitantes para 15,7.


Na Europa a porcentagem de população infectada pelo HIV quase duplicou entre 2000 e 2007, segundo dados divulgados ontem pelo Escritório Regional para a Europa da Organização Mundial da Saúde (OMS).
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