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quarta-feira, 4 de junho de 2008

Passepartout

Cinema Guerrilha


Por Ive Deonísio

_Dentre as 11 produções brasileiras escolhidas para participar da mostra Short Film Córner, em Cannes, havia um filhote baiano. 10 centavos (19 min, 2007), é a menina dos olhos do diretor César Fernando de Oliveira. A primeira produção em 35 mm do diretor de 28 anos, narra, com poesia, a história de um pequeno guardador de carros no bairro do Santo Antônio Além do Carmo. O garoto pobre enfrenta agruras para honrar a dívida de R$ 0,10.

_Antes de graduar-se em Cinema e Vídeo pela FTC em 2006, César Fernando de Oliveira cursou 1 ano e meio de Engenharia. Visionário, o futuro diretor já estava apostando no futuro. Ele queria mesmo era aprender a fazer contas para calcular quantas das moedinhas douradas eram necessárias para atingir R$ 100.000,00. Essa foi a quantia disponibilizada pelo Prêmio Braskem para realização do roteiro de curta-metragem “10 centavos”.

_De antemão ele me avisou que depois da indicação para Cannes as ações do seu tempo subiram de preço. Agora é taxa pra absolutamente tudo. Consegui um mega desconto, “só para amiga”, dez centavos a pergunta. Paguei com a minha moeda de R$0,50 (da fininha, modelo antigo), ainda tinha um plus: 1/6 de impostos. Ele também não quis parcelar, o esquema é : “não aceito fiado, favor não insistir”. Pois é companheiros, fiquei com 4 perguntinhas.

Trailer de 10 centavos:



Blog da Lupa: A fotografia do filme recebeu grandes elogios, os planos soaram milimetricamente pensados. A opção pela câmera subjetiva revelou uma leitura minimalista de fatos que acontecem cotidianamente. Dessa forma, o filme sugere sensações ao espectador. Quais sentimentos você pretendia despertar?

César Oliveira: A principal idéia era que a obra tivesse um olhar crítico, mas que não fosse panfletário. O tom humano, a sutileza e a poesia deveriam permeiar todo o filme. Uma das razões é que a câmera quase sempre está na altura dos atores, além da opção de mostrar o reflexo e não a imagem direta da baía de Todos os Santos. Foi evitado também imagens "pasteurizadas" da cidade, fomos em busca de elementos que estão no nosso dia a dia e quase não são vistos, como a roldana ou os cabos do plano inclinado. A primeira metáfora vem desde o roteiro literário: o filme começa no Carmo, próximo ao Pelourinho e termina no subúrbio ferroviário. Realmente a maioria dos nossos problemas sociais começaram desde a época da colonização.

B L – A equipe mantinha cerca de 30 pessoas entre atores e técnicos. Todos os veteranos eram atores, apesar de haver estreantes no elenco. A parte técnica, por sua vez, era composta por jovens, muitos trabalharam pela primeira vez numa produção em 35 mm. Por que a opção por tantas pessoas relativamente novas no universo do cinema trabalhando no set de 10 Centavos?

C O - A idéia de trabalhar com pessoas que ainda não haviam composto o set de um filme em 35mm era justamente inserir-las no mercado. São pessoas novas no ramo, mas isso não quer dizer que não são talentosas. Às vezes fica difícil começar sem uma primeira experiência, mesmo possuindo talento. 10 Centavos foi uma experiência maravilhosa nesse sentido para todos nós.

B L- O roteiro do curta foi baseado num sonho, o filme tem uma atmosfera onírica belíssima, a arte e técnica também foram elogiadas pela crítica especializada. O resultado do bom trabalho já foi comprovado: 10 Centavos participou de inúmeros festivais. Entre eles os internacionais: Bilbao - Espanha, Algarve - Portugal, além de ter sido um dos representantes brasileiros no Short Film Corner do Festival de Cannes na França. 10 centavos ainda pode realizar algum sonho seu?

C O:10 Centavos realizou um de meus grandes sonhos, que era dirigir um filme de ficção, finalizado em 35mm, com toda uma equipe e seus departamentos específicos, como direção de arte, direção de fotografia, o pessoal da produção, o técnico de som... Antes dele, somente havia realizado vídeos sem uma equipe especializada. O filme está indo agora para o festival Internacional de Shangai, na China, e o Festival de Filmes para a Juventude, na Coréia. Ou seja, além do ocidente ele também está sendo reconhecido no oriente. Está, literalmente, cruzando o mundo, acredito que todas essas conquistas são méritos de toda a equipe envolvida na produção do curta. Dessa forma ele está realizando os sonhos de muita gente.

B L: Como nada escapa à pesquisa do Blog da Lupa, descobrimos que além de ser diretor, você já andou atuando na indústria cinematográfica. Quais são os seus projetos futuros? Pretende dar seqüência à carreira de ator?

C O: Com certeza me sinto mais seguro atrás das câmeras, acho que sou meio canastrão como ator (risos). Tenho outro curta-metragem em mente, mas ainda em fase de projeto.


sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Meio e Mensagem

Parada para Lésbicas
Por Luis Fernando Lisboa

_Desde o mês passado, o público homossexual e bissexual feminino tem mais uma ferramenta de entretenimento e informação na internet. O site "Parada Lésbica" criado pela publicitária e web designer Del., de 28 anos, traz notícias, artigos exclusivos e uma seção específica sobre temas que envolvem a mídia LGBT. A criadora do portal destaca que sentiu a necessidade de produzi-lo, por conta da escassez de sites dedicados às lésbicas e bissexuais.

_“Buscando informações, procurando por sites lésbicos, achei poucos em português, a grande maioria são blogs ou portais GLS em geral, geralmente voltados mais aos gays... Portais de assuntos gerais dá pra citar uns dois no máximo de relevância.”, disse Del. ao site que também possui conteúdo lésbico: Dykerama (clique aqui e acesse o Dykerama).

_O novo portal busca a interação com as internautas, uma relação entre aquelas que escrevem e aquelas que lêem. Um exemplo disso é a coluna chamada: “Sapas no Divã”, onde as internautas podem pedir ajuda sobre dilemas sentimentais para a equipe do site. Os textos do site são atualizados diariamente, e as leitoras também podem contribuir. Sobre isso a idealizadora do site, Del., disse ao site Dykerama que pretende dar espaço a talentos espalhados pela “rede” e está positivamente surpresa com a qualidade da produção textual que o "Parada Lésbica" tem recebido.

_ Com uma equipe formada apenas por mulheres, o site possui inovações como uma seção para downloads de filmes, seriados e mp3, e uma seção chamada “Litararium” onde são publicadas poesias e contos eróticos. O portal “Parada Lésbica” também traz um “Orkut lésbico”, chamado “Leskut”, onde são postadas fotos, músicas e podem ser criados grupos e comunidades. “O Parada Lésbica quer agradar gregas e troianas”, destaca Del.

Clique e acesse o site "Parada Lésbica"

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Blog da Lupa vence no Expocom Nordeste 2008.

Vencemos !


Blog da revista Lupa conquista a primeira colocação na Expocom Nordeste 2008.

O evento ocorreu durante a etapa regional do Intercom, entre os dias 12 e 14 de Junho, este ano, na cidade de São Luís do Maranhão. Vencedor na categoria Áreas Emergentes - modalidade Processo Digital - o Blog da Lupa concorreu com o site Salada Eletrônica, desenvolvido por estudantes da Universidade do Rio Grande do Norte - UFRN.

O Blog da Lupa foi criado em outubro de 2007 pela equipe de assessoria da quarta edição da revista Lupa, uma publicação da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia. Incialmente desenvolvido para divulgar a versão impressa na web, conforme o passar do tempo e o exercício e pesquisa sobre publicação, o blog tornou-se um produto jornalístico por si mesmo, veiculando reportagens, resenhas, críticas e vídeos produzidos por estudantes especificamente para o meio.


Parabéns equipe da revista Lupa pela conquista!

sábado, 22 de novembro de 2008

Stand-Up Comedy

Por Giácomo Degani

A revista Lupa está online também em São Paulo. De olho nas novidades do mundo cultural e das novas expressões artísticas, a EQUIPE LUPA saiu pela noite paulista para investigar do que se trata a Stand-Up Comedy. É um modelo de se fazer humor que conta somente com um comediante em cima do palco, com um banquinho e um microfone. O show depende unicamente do talento do humorista, durante cerca de meia hora ele conversa e contas casos e piadas para a platéia. As piadas rodam em torno de assuntos como sexualidade, cotidiano, política e as dificuldades enfrentadas por gordos, baixinhos e com ex-namoradas. A linguagem não possui pudor algum, o espetáculo é para maiores de dezoito anos.
A EQUIPE LUPA assistiu ao show no domingo, em uma casa de show da noite paulistana, a “Bleeckers Street Bar”. O local possui uma decoração e uma iluminação diferenciada que consegue abrilhantar o espetáculo. Devido ao sucesso que esses shows vêm fazendo, quem quiser ver-los deverá fazer reservas com antecedência. A LUPA conseguiu entrar no local depois de muito esforço, inclusive desviando de um taxista que tentou atrasá-la com seu genial GPS. Os preços também são um desafio, e bastantes salgados para os humildes focas da LUPA.
Nesta noite apresentou-se a trupe do Clube da Comédia, uma associação de humoristas que se apresentam por toda a grande São Paulo e já estão mostrando seu trabalho por todo o país. No show do último domingo, comandaram a noite Rafinha Bastos e Oscar Filho que, além de fazerem a Stand-Up, também participam do CQC, programa que mescla humor e jornalismo na Band. A presença dos apresentadores tem contribuído para a grande difusão deste formato humorístico pelo país.
Salvador, como sempre, fica de fora do circuito cultural do Brasil. O espetáculo já passou por todo o Sul e Sudeste do país, além de Recife e Aracaju. Aqui, nada ainda. Salvador reclama um maior incentivo à arte na cidade. Os apresentadores já são também hits do Youtube.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Meio e Mensagem

Infográfico
por Camila Queiroz

_O infográfico é um recurso visual de articulação entre textos e imagens, geralmente utilizado para ajudar a compreensão de matérias e para apresentar informações mais complexas de forma divertida e atraente. Os infográficos têm ganhado destaque nos meios de comunicação, especialmente nas revistas e, cada vez mais, na internet.

_A Super Interessante é uma revista que utiliza freqüentemente esse recurso e que, particularmente, apresenta excelentes infográficos a cada edição. O vídeo a seguir mostra como são feitos os infográficos da Super.



_O site G1 também apresenta diversos infográficos – geralmente interativos - em suas matérias. Em uma seção do site, a equipe do G1 ensina passo-a-passo como eles são feitos: apuração, primeiro rascunho, storyboard, segundo rascunho, modelagem em 3D, texturização e renderização, programação e animação, revisão e publicação.

_Para quem se interessar por este assunto, reuni alguns links interessantes:
* Alguns infográficos marcantes do G1 – confira aqui.
* Todos os infográficos produzidos pela Super on line – confira aqui.
* 6 regras básicas da infografia, do Curso Abril de Jornalismo – confira aqui
* Infográfico em vídeo da Super e do estúdio Royal Pixel – Por dentro dos Planetas

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Cartas do Leitor

Vejam abaixo alguns dos comentários enviados para o e-mail do Blog da Lupa.

Kátia Borges (Jornalista)

Olá, gostaria de agradecer o envio da Lupa 3. A revista está graficamente show, com pautas criativas e bons textos. Parabéns para toda a equipe de criação e edição. E um beijo especial para a professora Graciela.


Maria Elisa (Coordenadora de esporte e lazer da Pró-Reitoria de Extensão )

Senhores

Quem escreve é Maria Elisa Lemos, Coordenadora de esporte e lazer da Pró-Reitoria de Extensão e professora da FACED. Estamos organizando a "SEXTA ILUSTRADA" projeto de conferências que acontecerá na última sexta-feira de cada mês na Faced como tema "Corpo, Atividade física, Esporte e Saúde". Nos interessou bastante o trabalho apresentado na Facom do Le Parkour e gostaríamos de convidá-los para compor uma das mesas. É possível fornecer o contato do grupo?


Vina Torto

oi, tudo bom? Sou Vina. Sou de Aracaju mas atualmente moro em Ondina pois passei na seleção de mestrado da UFBA em comunicação no programa de cultura e sociedade. Bom, li o blog da revista lupa e amei! é bom saber que tem blogs com bons propósitos em divulgar eventos culturais da cidade.eu gostaria de saber se teria como eu dá uma entrevista pra revista pra divulgar o trabalho do meu projeto Piscodélicos e Psicóticos (PSI PSI), além de falar um pouco sobre a coluna de música que escrevo semanalmente no Cinform On line e do meu blog sobre biografias de artistas Sergipanos.Eu aguardo respostasMuito obrigado e parabéns.
Mande você também uma mensagem através do e-mail:

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Fotos do lançamento

Capa da Lupa 4 - Ilustração de Ricardo Takeru

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Na Facom

_Ontem, 28|02, aconteceu o tão esperado lançamento da revista Lupa nº4 e o evento dividiu-se em duas partes. Na primeira, a editora-chefe, Graciela Natansohn, apresentou a revista-laboratório no auditório da Facom (Faculdade de Comunicação da UFBa) para toda a comunidade acadêmica. Logo após, um grupo praticante de Le parkour (tema de uma das matérias da revista) apresentou-se nas dependências da Faculdade e demonstraram técnicas utilizadas para a transposição de obstáculos.

Profª Graciela Natansohn fala sobre a Lupa

Grupo Parkour Salvador

Thiago Xavier é traceur há dois anos e foi entrevistado na Lupa 4.

O aprendiz de Homem-Aranha.

Clique na imagem para ampliar

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Momento de tensão na facom. Estudantes observam cada movimento dos "saltadores".

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Balcão Botequim


E a festa continuou noite adentro, mesmo debaixo de chuva.

Na foto: Ísis Fujiyama, Carolina Guimarães, Samuel Barros e Carlos Eduardo. Todos participaram da Lupa 4.

Na foto: Samuel Barros ( Monitor e repórter da Lupa 4) e Carlos Eduardo Oliveira (repórter e editor do Passepartout) analisam o produto final.
Tarcízio Silva (repórter da lupa e editor de arte da revista Fraude) e Marcel Ayres (repórter da Lupa e editor do Blog), este que vos escreve. "Cada um vendendo o seu peixe"

Ao som de um blues de primeira, a equipe da revista se diverte no Balcão Botequim.

Alice vargas (diretora de arte da revista Lupa) prestigia o lançamento de mais um "filhote" ao lado de Graciela Natansohn (Editora-chefe e professora da Facom).


Até a próxima.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Suspenso embargo às obras de Pituaçu

Por Verena Paranhos


_Depois de quase um ano de tantas interdições, liminares e questões ambientais, foi suspenso o embargo às obras do Estádio Governador Roberto Santos, mais conhecido como Estádio de Pituaçu. Na tarde de hoje, o desembargador José Olegário Monção Caldas anunciou a retomada imediata das obras executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). O desembargador alegou que manter a obra parada é desperdício de dinheiro público, pois 90% dos trabalhos já fomos concluídos.
_A decisão do desembargador traz conforto à torcida do Bahia, que desde a tragédia de 25 de novembro de 2007 no Estádio da Fonte Nova, está sem “casa”. Neste ano, a equipe jogou em Camaçari e Feira de Santana, afastando, de certa maneira, sua “fiel” torcida dos estádios.
_Com início em 21 de janeiro, a obra no estádio de Pituaçu já passou por três adiamentos do prazo de conclusão e ainda encontra-se sem data para terminar, decepcionando os que torcedores esperavam poder ainda este ano ver os jogos do Bahia na capital. Outro elemento que mudou ao longo da “requalificação” do estádio foi seu custo, previsto para ser de R$ 21,8 milhões, e hoje tem um segundo orçamento de R$ 55 milhões, que inclui obras da arena e do entorno do estádio.
_A retomada das obras acende mais uma vez a esperança do tricolores baianos que esperam poder assistir aos jogos do seu time já no Campeonato Baiano, que começa no dia 18 de janeiro.
Foto: ibahia

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Circo Urbano

Correr faz bem
por Camila Queiroz

_Neste domingo, dia 21 de setembro, ocorreu a 5ª edição da meia Maratona Braskem de Revezamento no circuito Barra-Ondina. O evento reuniu cerca de 3.600 corredores jovens e adultos, amadores e profissionais, funcionários Braskem e algumas “figuras” vestidas de homem aranha, de coringa e um aplaudido torcedor do Bahia. As equipes formadas de duplas ou quartetos, mistos ou unissex, percorreram aproximadamente 21 quilômetros distribuídos em quatro voltas de 5, 275 metros. Marily dos Santos, representante olímpica de maratona feminina em Pequim, participou da corrida e a atleta paraolímpica baiana Verônica Almeida, medalhista de bronze na natação, marcou presença e agradeceu todos pela torcida nos jogos em Pequim.




_Com o objetivo de promover a saúde, o esporte, estimular a prática de exercícios físicos e o surgimento de novos atletas, a meia maratona deu um exemplo de organização e trouxe a oportunidade de muitos jovens amadores participarem de uma corrida profissional – no caso, uma das mais importantes do cenário internacional. Com números estampados no peito, chips presos nos cadarços e de olho no cronômetro, jovens veteranos e calouros em eventos deste tipo correram - com seu ritmo próprio – ao lado de atletas profissionais e vibraram ao trocar com seus colegas de revezamento ou ao chegar à linha final.


_“A corrida me motivou a procurar novas práticas esportivas e poder participar ao lado de profissionais como exemplo a representante olímpica do nosso país (Marily dos Santos) foi de grande satisfação. Apesar do cansaço e da falta de preparo, a corrida valeu muito a pena”, disse Wagner Carvalho, 19 anos, participando pela primeira vez em maratonas.



_Correr está sendo uma opção de quem procura melhorar a saúde e o preparo físico em qualquer idade. E não faltam opções para quem deseja montar uma equipe e participar de maratonas. Basta consultar, por exemplo, o calendário da Federação Baiana de Atletismo e conferir as próximas corridas. Uma sugestão é a Ultramaratona de Revezamento Desafio do Forte, que acontecerá dia 1º de novembro, em Praia do Forte e redondezas.

* Fotos do Correio*

terça-feira, 25 de novembro de 2008

"Correio da Bahia" e "A Tarde" fecham os olhos.


Por Giácomo Degani

_ A imprensa baiana fez uma excelente cobertura do jogo merecidamente vencido pelo Vitória contra a equipe do Grêmio. O jogo ocorreu no último domingo, a partir das 17:00, no horário de Brasília. As manchetes destacavam a classificação do Vitória para a Copa Sul Americana. O time baiano não participa de uma competição internacional desde 1997. Também foi destacado o quase título que o São Paulo ganhou, após a derrota gaúcha. Ambos os veículos baianos deram a cobertura necessária para os fatos.

_ O problema é que os jornais não divulgaram alguns fatos extra-campo ocorridos no estádio. No primeiro tempo, uma bomba caseira explodiu na torcida gremista. Alguns torcedores se exaltaram e a polícia logo os intimidou. Um torcedor foi levado com ferimentos nas mãos. Boa parte da torcida, nesta hora, já estava assustada. A Polícia Militar, contactada pela torcida gaúcha, agiu rapidamente, deixando as pessoas mais tranqüilas.

_ No segundo tempo, uma segunda bomba atingiu a torcida. Por sorte, esta falhou e os policiais prontamente a retiraram. Contudo, o alvoroço causado foi muito maior. Enquanto a primeira caiu em uma área menos concentrada, a segunda atingiu uma área em que havia uma grande quantidade de pessoas juntas. Conseqüentemente, muita gente saiu correndo e atropelando umas as outras. Dois homens rolaram escada abaixo e acumularam ferimentos na cabeça e pelo corpo. Para saírem do local precisaram de ajuda policial. Foi possível ver uma grande quantidade de crianças chorando após a explosão. Várias meninas pediam aos pais para deixarem o local assim que possível.

_ Quando o relógio apontava cerca de 25 minutos do segundo tempo, deixei o estádio devido à instabilidade emocional que pairava no local. Na saída do Barradão, não havia qualquer sinal de policiamento. Cerca de vinte homens estavam nas imediações do estádio, entoando hinos das torcidas organizadas e provocando e intimidando gremistas que deixavam o jogo.

_ Nem o "A Tarde", nem o "Correio da Bahia" fizeram qualquer nota sobre os acontecimentos. A politicagem impede a divulgação dos fatos. Mas como ficam os torcedores que sofreram ferimentos? Tudo vai permanecer debaixo dos panos?
Protesto!

_ O site do jornal "A Tarde" publicou esta foto acima da torcida gremista.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Meio e Mensagem

Novo Correio da Bahia chega às bancas

por Ana Camila

_Hoje foi o comentário na cidade. Na Facom, quase todo mundo estava com a primeira edição do novo Correio da Bahia, o jornal pro qual todo mundo torce o nariz. A expectativa não era assim tão grande, afinal de contas o Correio tem toda uma história de descredibilidade da qual não vai se livrar fácil assim. Mas convenhamos, a nova versão do periódico é um jornal que se pode ler.

_Já não é mais Correio da Bahia, mas só Correio* (sim, com esse asterisco do lado). Já não é mais no formato tradicional, mas no berliner. Já não é colorido só em algumas páginas, mas em todas. A arte gráfica mudou completamente. E o editorial avisa: trata-se agora de um “jornal plural, democrático e comprometido com o desenvolvimento econômico e social”, e tem como meta atingir um número maior de leitores, dando um “passo importante para consolidar, no meio jornal, a liderança absoluta que já conquistou em TV e rádio”. Modestos como sempre. Agora o Correio diz que publica “o que a Bahia quer saber”.

_Verdade seja dita, o Correio está transformado. Quem disser que ainda vai preferir ler o A Tarde, grandão daquele jeito, fraquinho cada dia, será apenas por fidelidade ideológica. Não é que o Correio esteja, agora, melhor que o A Tarde, mas voltou a estar no páreo. Liderada pelo jornalista Rodrigo Cavalcante, a nova equipe do Correio eliminou algumas editorias, criou outras mais abrangentes e investiu numa linguagem que considera adequada aos “leitores dos tempos modernos”.

As novidades

_A primeira nova editoria é a “24 Horas”, com as últimas e mais relevantes notícias do dia anterior nas categorias Salvador, Brasil, Economia, Mundo, Esporte e Entretenimento. O texto priorizado aqui é o de nota, textos curtos e rápidos de ler, todas as informações escritas de forma curta e grossa, pra não ter desculpa de falta de paciência por parte do leitor (moderno, segundo eles).

_A editoria “Mais” se pretende ser uma parte com reportagens que sugerem a análise dos fatos, mas não é bem isso que acontece. É apenas a editoria na qual as matérias e reportagens continuam a existir, mantendo algum espaço, já que agora o que vale são as notas, textos curtos e notícias rápidas. Boas matérias pertencem a essa editoria, no fim das contas, como a que trata da questão de insegurança na UFBA, assunto que virou agenda na mídia baiana nos últimos dias, e a que fala sobre os roubos que os instrumentistas baianos sofrem também por esses dias. Mais ou menos no mesmo tema está a matéria sobre a degradação do patrimônio de azulejos em Salvador, vítima de vandalismo e descaso. Também esta editoria está dividida nas mesmas categorias de “24 Horas”. E em “Salvador”, quando o tema é eleições municipais, adivinhem só... ACM Neto é o cara, Imbassahy é o homem do mau, João Henrique é rejeitado e Walter Pinheiro talvez um dia tenha atenção de alguém. É, algumas coisas nunca mudam...

Jornalismo cultural é nulo

_“Vida” é o nome da editoria de cultura, comportamento e lazer. Infelizmente esse é o caderno mais mal aproveitado do novo Correio. Suas 14 folhas contam com apenas duas matérias (uma sobre as academias dedicadas apenas ao público feminino e outra sobre os fãs de João Gilberto que acabaram com os ingressos à venda do seu show no TCA em 41 minutos), e o resto é todo dedicado a trivialidades como divulgação dos mais caros réveillons de Salvador (meu deus, estamos em agosto ainda), uma retrospectiva dos 30 anos do Correio (cof cof), um perfil de Murilo Benício (sou só eu ou alguém mais quer saber por que Murilo Benício?) e uma nota sobre a Oi Fashion Music. O resto é o de sempre: programação de cinema, televisão e alguns poucos eventos que acontecem na cidade, em geral aqueles dos quais já ouvimos falar. Nada de comentários sobre livros, shows, filmes, peças ou outros espetáculos, nada de colunas que não a coluna social – com exceção, devo mencionar, da coluninha do Hagamenon Brito, o melhor colunista baiano, em minha opinião, sobre o fenômeno João Gilberto. Trocando em miúdos, o novo Correio em nada contribui para o jornalismo cultural na Bahia, que é tão pobre e mal aproveitado nos jornais impressos do estado. Lástima.

_A surpresa ficou mesmo com a editoria de Esporte. Suas 14 folhas estão repletas de notas e matérias que dão atenção não somente ao futebol baiano, nacional e mundial, mas a outros esportes como o surfe, o ciclismo e o rali. O caderno de Esporte está repleto de informações por todos os lados também em forma de notas na parte superior das páginas, abrangendo o mundo do esporte por toda a Bahia, Brasil e mundo. Organizado e interessante, acaba tornando o caderno menos chato pra quem não está nem aí pra esporte.

Versão online

_O site do Correio também mudou, mas não tem muita coisa por lá. O que mudou mesmo foi o visual, que acompanha a mudança do impresso, mas ainda tem que comer muito feijão com arroz pra ser um portal de referência no jornalismo baiano. Notícias de última hora são publicadas na editoria “24 horas” O destaque vai pro fato de a versão impressa poder ser lida gratuitamente através do site, e do investimento em blogs, uma tendência dos sites dos grandes jornais. O jornalista Hagamenon Brito ganhou um blog (graças a deus), o que despreocupa os fãs da sua agora extinta coluna “Parabólica”, já que parece que o blog manterá a mesma linha. No mais, o site interage com os leitores através de enquetes, fóruns, abusa de vídeos e fotos, permite comentários nas notícias, mas o clima é ainda de experimentações e testes, nada muito expressivo.

_Em tempo: o Correio, nos dias de semana, custa apenas 1 real. Não é por nada, não, mas quem ainda compra jornal vai preferir dar 1 real num jornal com formato berliner, colorido e bonitão a dar 1,75 no velho A Tarde. Dizem que o Correio não está querendo roubar os leitores do seu principal concorrente, mas atrair novos leitores. Quem tá comendo essa história? Resta saber agora como será o Correio do fim de semana, o que ele fará com cadernos bacanas como o Correio Repórter, por exemplo, e que outras surpresas trará. Pro bem do jornalismo baiano, esperamos que sejam surpresas boas.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Passepartout

Chico Pinheiro no TCA
Por Paloma Ayres


Foto: Dani Gurgel

_O músico foi uma das atrações de ontem, dia 04/12, da oitava edição do Mercado Cultural, que começou no dia 03 e vai até o dia 07 de dezembro desse ano. A noite teve a abertura do quarteto venezuelano C4, às 20h30 e o show de Chico começou às 21h, acompanhado de sua banda, composta por Tiago Costa no piano, Marcelo Mariano no baixo, Edu Ribeiro na bateria e das cantoras Luciana Alves e Tatiana Parra.

_Chico Pinheiro, guitarrista, compositor e arranjador, tem 33 anos, nasceu em São Paulo e é um dos nomes mais expressivos da música brasileira contemporânea. Com formação na Berklee College of Music, em Boston, Pinheiro já lançou 3 CDs: “Meia Noite Meio Dia” (Sony, 2003) - com participações de Luciana Alves, Lenine, Ed Motta, Chico César (parceiro em composições) e Maria Rita; “Chico Pinheiro” (Biscoito Fino, 2005), aclamado por imprensa e público e considerado um dos melhores cds do ano pela Folha, Estadão e O Globo, com participações de João Bosco, Luciana Alves e Tati Parra e “Nova” (Buriti, 2007), realizado em parceria com o guitarrista e compositor americano Anthony Wilson, sendo lançado no Brasil e Estados Unidos. Sua música reúne elementos da MPB e do Jazz e divide parcerias com Aldir Blanc, Paulo César Pinheiro, José Miguel Wisnik e Guile Wisnik.

_Depois de uma turnê que passou por Los Angeles e Califórnia (EUA), Rio de Janeiro e São Paulo, a Bahia recebe Chico Pinheiro pela segunda vez, tendo se apresentado na Sala do Coro em setembro de 2005. O show, que durou em torno de 1h (poderia ter durado um pouco mais), incluiu, em seu repertório, músicas como “Popó”, “Se Depender de Mim” e “Essa canção”. Pela primeira vez no Mercado Cultural, Pinheiro se mostrou entusiasmado em participar do evento. “Eu acho o Mercado Cultural fantástico, sensacional, porque a gente precisa desse intercâmbio cultural para evoluir. Quando morre essa troca, morre a evolução, da música, de artes plásticas ou do que quer que você faça”.

_O músico acredita que eventos como o Mercado tornam possível o conhecimento do trabalho de outras pessoas de vários lugares e, sendo o evento na Bahia, tem um caráter especial pela efervescência musical. do Estado. "O Mercado Cultural trouxe músicos de fora, da América, isso ajuda a gente conhecer pessoas, como o grupo C4 e essa coisa do intercâmbio, aqui na Bahia, é ainda mais especial, porque é um lugar ultra musical. Para mim é uma honra”, afirmou o músico à equipe de reportagem, que presenteou Pinheiro com um exemplar da Revista Lupa (vide fotos), ao que ele elogiou: "Que linda a capa da revista, muito bem cuidada...". Para saber mais sobre Chico Pinheiro, acesse o Site Oficial ou seu Myspace.


Chico Pinheiro autografando um CD. Foto: Lusiane Palma.



Entrevistando o músico. Foto: Lusiane Palma.


Chico Pinheiro elogia a capa da Lupa. Foto: Lusiane Palma.

sábado, 9 de agosto de 2008

Passepartout

Exposição Fraudes Visuais


Acontece nas manhãs de 11 a 15 de agosto a Exposição Fraudes Visuais, no pátio externo da Faculdade de Comunicação da UFBA.

A Revista Fraude possui tradição em plágios e cópias nos seus cinco números já lançados. Em auto-celebração, a equipe da revista decidiu oferecer a cabeça da Macaquicha, mascote da publicação, à prêmio. Para isso, artistas gráfico-visuais foram convidados para elaborarem plágios artísticos com o tema “fraude” e com a presença do rosto da Macaquicha nas obras, de forma discreta ou não. É necessário lembrar que a premiação era apenas um engodo para que os artistas trabalhassem melhor.




A Revista Fraude é anual e traz matérias sobre cultura e arte. O periódico é produzido pelo Petcom – Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Comunicação da UFBa.A exposição integra atividades da Semana dos Calouros da Facom – UFBA.

Serão nove artistas envolvidos:

Tulio Carapiá

Designer Gráfico graduado pela Escola de Belas Artes da UFBa, atualmente tem se dedicado ao projeto gráfico e arte para livros, livros infantis e revistas. Nas artes plásticas desenvolve pesquisa na arte da cópia, o que direcionou sua produção para a vasta área da gravura, indo das técnicas mais convencionais a infogravura.

www.flickr.com/photos/tuliocarapia


Naara Nascimento

Naara Santos de Almeida Nascimento, estudante graduanda do curso de Desenho e Plástica (licenciatura) da Escola de Belas Artes- UFBA. Está em seu oitavo e último semestre. Trabalha com pintura, desenho e ilustração.

www.flickr.com/photos/naaranascimento


Fabiano Gummo

Fabiano Gummo é desenhista gaúcho fundador da Fuzzie Cannibal Comics, um selo independente de quadrinhos que há alguns anos vem botando na roda uma vasta produção de fanzines, minicomics e minigraphicnovels.

http://www.fgummo.blogspot.com/


Toni D’Agostinho

Toni D’Agostinho é caricaturista, escritor, dramaturgo e diretor teatral, além de graduando de Sociologia e Política na Fesp-SP. Ilustra para diversas editoras e realiza apresentações ao vivo por todo o Brasil. Atualmente está finalizando seu primeiro livro de caricaturas: 50 razões para rir em nanquim.

Exposição virtual: http://www.acaricatura.com.br/


Wilton Bernardo


Wilton Bernardo é Artista plástico, publicitario e cartunista. Desde que concluiu os estudos na Escola de Belas Artes da UFBA, tem se dedicado às criações publicitárias, ao Design e á sua Ação cultural Oficina HQ.

www.oficinahq.com



Eder Maximiano

Profissional paulista formado em Desenho Indutrial - habilitação em Projeto de Produto. Trabalha com ilustrações para revistas, quadrinhos, arte conceitual de personagens para games, projeto de produtos, modelagem e animação em 3D.

http://www.edermax.com.br/


Andrea May


É artista visual que utiliza de multilinguagens, dentre os quais os meios digitais, para expressar suas ideais e imaginário. É conhecida pelos seus famosos toyarts.

www.andreamay.tk



Daiane Oliveira


Nascida em Salvador cursa Artes Plásticas na Escola de Belas Artes da UFBA. Em seu trabalho procura discutir e expor o comportamento feminino na sociedade atual, sua sexualidade, o ideal de beleza, sua autosuficiência diante dos outros e os conflitos vividos por esta mulher ora decadente ora independente, às vezes vítima ou dona de si mesma.


Piero Carapiá


É ilustrador, estudante do curso de Arquitetura e Urbanismo na UFBA e estudante do curso de Desenho Industrial, com habilitação em Programação Visual, pela UNEB. Desde cedo se interessa pelas artes gráficas. Trabalha com artes visuais de modo geral, em peças gráficas e impressos, além de trabalhar como retratista.
Marcel Ayres
Bolsista Petcom

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Meio e Mensagem

Na pior das hipóteses, o mais bonito da Bahia

por Tarcízio Silva


_E o incensado novo Correio da Bahia foi lançado. Na Faculdade de Comunicação da UFBa, os comentários dos proto-jornalistas eram variações sobre “virou revista”. A qualidade gráfica, que não é nada tão excepcional em termos absolutos, incomum no jornalismo do estado foi o motivo do espanto. Mas nem toda revista é especializada e nem todo jornal é 80% texto e 20% foto p&b borrada, apesar do que faz(ia?) crer o jornalismo impresso baiano.

_Seguindo o clima de renovação da reforma editorial (ver matéria de Ana Camila), o Correio da Bahia contratou a empresa de consultoria em mídia Innovation para criar o novo projeto gráfico do jornal. É tendência mundial a substituição do formatão standard por formatos menores como o tablóide ou o berliner que o jornal adotou. Logo na primeira página o maior elemento (mais de 60% da área) é uma fotografia que toma metade do espaço. Dentro desta, "Correio da Bahia" agora é apenas "Correio*". Apenas uma palavra, e o asterisco do mesmo vermelho do "Bahia" em "O que a Bahia quer saber", frase que acompanha o logotipo. Asterisco que remete à exclamação do Yahoo! e tantas marcas web com sinais gráficos.

_A criação da redação informatizada, as incursões mais vigorosas pelo webjornalismo, e finalmente a reforma editorial e gráfica do jornal são todos decorrência da disseminação do acesso à internet no Brasil. A indústria de informação impressa se encontra em crise e, para manter-se viva acaba tanto por migrar parcialmente de mídia quanto por incorporar técnicas, estéticas e recursos característicos da internet no próprio produto impresso.

_Os degradês de laranja sumiram, graças aos deuses. A arquitetura de informação está muito melhor desenvolvida. Acima das chamadas, o número da página vem, em cor vermelha, ao lado do nome da editoria. E nada da redundância de repetir que o número é de “página”. No miolo, o topo de praticamente todas as páginas é composto de pequenas notas de 60 ou 120 palavras em média. Mesmo a seção "Mais" que apresentaria material mais longo e jornalístico - no sentido rigoroso da palavra - mantem as notinhas. A exceção é a editoria "24h", que abre o jornal com notícias mais quentes e tem uma estrutura mais livre.



_A imagem acima mostra apenas duas das dez páginas que apresentam infográficos, entre as sessenta e quatro que totalizam a publicação. Apesar de uma produção longe da qualidade apresentada pela Folha de São Paulo, a equipe de André Renato Malvar, além da retrospectica de 30 anos de Correio*, também representou visualmente bem os pontos de falta de segurança dos campi da UFBa e as contratações do Esporte Clube Bahia.

_Jornalismo cultural nulo (faço minhas as palavras de Ana Camila) na publicação, mas informação mais direta. A agenda de cinema apresenta as salas e horários em uma tabela bem mais prática e opta por não poluir a página com informações sobre produção, diretor e elenco pra um público que não está interessado nisso, ao menos não no jornal.

_Para mais conteúdo sobre a relação entre internet e jornalismo impresso, ouça o podcast de Fernando Firmino chamado “Tablodização dos jornais diante do impacto da internet”. Firmino é jornalista, doutorando do Poscóm-UFBa e blogueiro do Jornalismo Móvel.

_Clique abaixo para ver o anúncio, realizado pela Propeg, que exalta o novo Correio* e sua "diagramação dinâmica e moderna, sem precedentes na história da imprensa brasileira".

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Revista Lupa - Nº 4

Sobre a Lupa.

A Revista Lupa é uma publicação da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA). A Sua distribuição é gratuita.

A Revista-Laboratório, chega a sua quarta edição. Trata-se de uma publicação voltada para os temas da atualidade, além de assuntos relativos à educação e cultura. Um espaço para que os alunos possam exercer a prática jornalística e ao mesmo tempo promover discussões críticas que contribuam para seu crescimento profissional e pessoal, assim como dos leitores.

Acreditando que a revista Lupa traz uma importante contribuição para o jornalismo universitário baiano, a turma 2007.2 da disciplina Temas Especiais em Comunicação, sob a orientação da Professora Graciela Natansohn, procura promover esta publicação, tornando-a conhecida pela comunidade acadêmica e pela sociedade.

O grupo de Assessoria de Comunicação da Revista Lupa, edição nº 4 (que está em processo de produção) dá as boas vindas a todos os visitantes. Este Blog tem o intuito de divulgar e integrar o veículo mediante o seu público.

Em breve, mais notícias sobre a Lupa 4.

Atenciosamente

Equipe de Assessoria de Comunicação - Revista Lupa

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Jornal da Facom agora no Issuu

Depois de muito tempo contando apenas com uma versão impressa, o Jornal da Facom acaba de lançar sua primeira publicação na rede. Inicialmente, as edições do jornal serão publicadas integralmente através do Issuu. A iniciativa surgiu a partir da vontade de preservar os jornais na internet e para criar um portfólio da publicação. Para quem quiser conferir, a primeira edição publicada é a do JF20.



Saudações faconianas,
equipe do JF.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Prova dos Nove

XV Campanha de Doação Voluntária de Sangue - UEFS
por Livia Montenegro




No início do próximo mês a Universidade Estadual de Feira de Santana iniciará a XV Campanha de Doação Voluntária de Sangue, com o tema: Doar sangue, um gesto de amor e solidariedade. O programa de doação voluntária de sangue foi implantado em 1994, com o intuito de substituir o “trote universitário”, exercitando assim atos de solidariedade e cidadania dos alunos. O programa é aprovado pelo Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UEFS.

- Dias 05 e 06 de novembro, das 08h às 12h e das 14h às 17h, no Laboratório de Enfermagem ( MP – 62, módulo 6 do campus), com a participação da equipe do Banco de Sangue do Hospital Geral Clériston Andrade.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Passepartout

Quando música é pra ler


por Ana Camila

Se música fosse literatura, que histórias ela contaria? Foi a partir dessa pergunta que a dupla Danilo Corci e Ricardo Giassetti criou a Mojo Books, primeira editora de livros totalmente digital no Brasil. A idéia é simples e bem bacana. Sabe aquele disco que é o disco da sua vida? Sabe aquelas imagens que vêm na sua cabeça cada vez que o escuta? Ou ainda a história que aquele disco, por si só, conta com as suas músicas? Pois é, a Mojo Books publica histórias escritas com base em discos, por autores desconhecidos de todo o país.

Criada em 2006, a Mojo Books já publicou 69 livros, com a atual freqüência de um por semana. Mais voltado para uma cultura jovem, com muita referência pop, os livros publicados pela editora passam por discos do David Bowie, PJ Harvey, Nirvana, Ramones até Cartola, Chico Buarque, Pato Fu e Pitty. Álbuns clássicos também têm seus representantes literários, como é o caso do “Revolver”, dos Beatles, e do “American IV”, do Johnny Cash, entre algumas outras pérolas aqui e ali.

Disponibilizados em formato pdf, que você pode baixar após se inscrever no site, não se pode negar que os livros publicados pela Mojo Books oferecem muitas surpresas. Nem todos eles tratam de amores falidos ou do homem contemporâneo que já não vê sentido na vida, temas bastante queridos pela cultura pop. Há também histórias de terror, de ficção, amores tranqüilos... Como tudo na vida, há que garimpar, e o site da Mojo Books é cheio de atrativos, além de ser bastante auto-explicativo e visualmente bonito. Por lá você encontra Radiohead, The Doors, The Cure, Jimi Hendrix, Caetano Veloso, Pantera, Rita Lee, Ryan Adams, Morphine, Madonna... E a lista segue...

Os arquivos pdf contam com um apurado trabalho de diagramação visual, e, se você quiser imprimir, as folhas cabem exatamente numa capinha de cd, formando um encarte. Revelando uma particular atenção às possibilidades do meio digital, a equipe Mojo Books nada deixa a desejar em termos de criatividade visual e apuro técnico.

Books, singles e comics

Como a idéia é muito boa, a Mojo Books não parou só nos livros baseados em álbuns. Há também uma seção na qual os autores podem escrever contos ou pequenas narrativas sobre uma música somente. Em geral, a Mojo publica o livro do álbum de uma banda e o lança junto com uma história com base num single. Nessa última semana, o livro lançado foi “Without You I’m Nothing”, do Placebo, e o single “Every You Every Me”, cada um escrito por diferentes autores. O mais interessante é que você lê o conto na própria página da Mojo (não é necessário fazer download, como no caso dos livros), e ainda pode ouvir a música enquanto lê. Uma fitinha toca o single repetidamente, todo um detalhe visual e criativo oferecido pela editora.

Há também a seção Comix, que publica histórias em quadrinho com base em um disco ou uma música. Apesar de ser a parte menos produtiva do site (conta apenas com duas publicações), é talvez a mais criativa, principalmente num momento em que a produção de quadrinhos no Brasil está crescendo bastante.

Para ter acesso ao catálogo da Mojo Books, acesse o site da editora, se cadastre e baixe os livros que quiser. O site oferece ainda muitas opções de interatividade, como a possibilidade de avaliar os livros publicados, além de fazer comentários visíveis para todos os visitantes. E, claro, se você também quiser escrever a sua história, é só escrever e enviar, pelo site mesmo, aos editores, que garantem não ter preconceito com bandas ou músicas da época ou nacionalidade que forem. A única exigência é que a história seja boa, que não remeta muito obviamente ao disco – ou seja, que não faça citações diretas às letras, que não contenham traduções nem versões – e que não seja uma espécie de declaração de amor desenfreada. No mais, tudo é bem vindo na Mojo Books.

Claro que, aqui, o conceito de literatura é um pouco abrangente. Se a idéia de escrever uma história com base num disco que, de alguma forma, mexeu com a sua vida é uma idéia por demais tentadora, por outro lado é complicado lidar com a criatividade literária que se encontra além do mero entusiasmo. Há casos de livros publicados, como a série Fiona Apple (três livros, cada um dando conta de um dos discos da moça), que pareceu não entender muito bem o universo da cantora, ao colocá-la como uma maníaco-depressiva raivosa, ou como “Back to Black”, que lida de forma pouco criativa com o clichê da imagem da Amy Winehouse. De qualquer forma, a Mojo Books é um espaço aberto a aspirantes a escritores, sendo uma vitrine e, ao mesmo tempo, uma biblioteca inspirada no universo musical.