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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cubo Mágico

Últimos dias para escrever para a Editoria Cubo Mágico da Lupa! Última chance de participar, não perca!

_ O Concurso literário da Revista Lupa 6*:

Cometeu ou presenciou um crime e não tem pra quem contar?

Veja a imagem abaixo e saiba como participar

Clique na imagem para visualizá-la em tamanho maior.

_ Escreva para a revista Lupa!

_ Envie para lupa.facom@gmail.com um texto livre, totalmente NONSENSE, explorando a temática CRIMES.

_ Você só tem dois limites: enviar até 28 de novembro e não ultrapassar 15 linhas!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Cubo Mágico

A Editoria Cubo Mágico apresenta:

_ O Concurso literário da Revista Lupa 6*:

Cometeu ou presenciou um crime e não tem pra quem contar?

Veja a imagem abaixo e saiba como participar

Clique na imagem para visualizá-la em tamanho maior.

_ Escreva para a revista Lupa!

_ Envie para lupa.facom@gmail.com um texto livre, totalmente NONSENSE, explorando a temática CRIMES.

_ Você só tem dois limites: enviar até 28 de novembro e não ultrapassar 15 linhas!

sábado, 8 de setembro de 2007

Cubo Mágico

A Editoria Cubo Mágico apresenta:

Sub Versão
O Concurso literário da Revista Lupa 4.


Veja a imagem abaixo e saiba como participar

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terça-feira, 10 de junho de 2008

Cubo Mágico

Pensamentos ocultos de uma mulher

Por Sumaia Árabe

Primeira Parte
Tinha passado uma semana desde o susto que levara. Sabia que a partir de agora tudo iria mudar, assim falou. Mas ainda não entendia exatamente o que tinha acontecido, tudo ao seu redor parecia estar normal. Ela lembrava que a primeira coisa que tinha feito era verificar se tudo estava no lugar e aparentemente estavam.

Alguma coisa tinha mudado. Sabia pelo cheiro fétido de sangue ainda estava em suas mãos. Podia lavar uma, duas, três vezes ou até surrar a própria mão, o cheiro não saia. Estava todo lugar, mesmo depois de ter lavado os lençóis, mesmo não mancha nenhuma. O cheiro fétido continuava. O pior era saber que aquele sangue tinha saído do seu corpo. Tudo parecia estar igual, mas como conviver com aquele cheiro o resto da vida? Não sabia e sentia ânsia ao pensar. A mãe gritou da escada: “Desça! Todo mundo já está aqui.” Era o rotineiro almoço dos dias de domingo. Desceu as escadas. A família estava toda lá. Quando a mãe a viu, logo gritou: “Aí está ela, a mais nova mocinha da casa!”

Não sabia o que era mais forte o ódio ou a vergonha que sentira. Por um momento fechou os olhos, quando abriu a sala estava cheia de sangue. Não seu sangue fétido, era sangue dos outros

domingo, 22 de junho de 2008

Cubo Mágico


Um cheiro diferente no ar

Por Sumaia Árabe

_Carla! A mãe gritava. A menina estava atônita, parada na escada. Por um único momento parecia que tinha saído do seu próprio corpo, mas já estava ali novamente. Na segunda piscada de olhos, seus parentes estavam todos ali, para sua infelicidade. Alguns rindo, como seus primos, outros deslumbrados com o desabrochar da nova rosa da família, ou seria o murchar. Na segunda feira, o dia do colégio parecia nada tinha melhorado. Piorou quando viu ele, como sempre só a cumprimentava no início da manhã e depois não falava mais nada nem a olhava. Em poucos dias o rio dentro dela tinha secado, mas coisas estranhas passaram a acontecer.
_Toda vez que via ele sentia uma forte atração pelo seu cheiro, antes só a face de toques angelicais a interresava. O cheiro, o calor, a pele que ela tocava toda a vez que seus rostos se aproximavam. Na aula de matemática ele tinha sentado na sua frente, as intendentes contas só não se tornaram insuportáveis porque o cheiro dele vinha como o correr de um rio para o seu olfato, de repente todo o seu corpo era um rio que queria desaguar nele. A explosão iria acontecer, não podia mais agüentar e de um instante aconteceu, o calor dentro dela explodiu e a única coisa que conseguiu ouvir foi: Carla, aonde você vai correndo?

sábado, 3 de novembro de 2007

Cubo Mágico - Sub-versão

João e Maria


Marcelo Oliveira

João e Maria eram dois punks que viviam na Floresta Encantada junto com seus pais, o lenhador e a dona de casa oprimida. Até os dois meninos se revoltarem contra o Sistema tudo eram flores. Mas, uma vez que a rebeldia começou, os pais exerceram sua autoridade e lhes impuseram um leve castigo: expulsão vitalícia de casa.

Enquanto largavam-se drogados na relva, a falar de sonhos e liberdade, seus pais vieram por detrás e delicadamente os esmurraram, até desmaiarem.

Logo depois disso, eles foram arrastados floresta adentro por uma trilha secreta que seus pais usavam quando jovem e que resultou no casamento deles. Antes de abandonarem as crianças, os progenitores sofreram horrores:

“É muita dor pra uma mãe, isso...”, a chorar. “Cale a boca mulher!, que eu que sou homem que tenho que agüentar esse martírio”. E se foram.

Por dias João e Maria, perdidos, souberam o que era a fome. Inicialmente odiaram o Sistema tão desigual, pra logo depois voltar atrás, implorando que tivessem de volta o capitalismo do hambúrguer e das fritas. Foi em meio a este pedido desesperado aos céus, que eles avistaram uma apetitosa miragem: uma casa toda feita de hambúrguer, fritas, doces variados e coloridos, e com uma calha de onde caía refrigerante.

Comeram, com uma ânsia jamais vista num ato sexual. Felizes, e agora curiosos, entraram na casa pra ver o responsável pela arquitetura gastronômica.

Logo que entraram, uma sala de paredes branco-hospital e um estalo raivoso no ar, que quando os atingiu, induziu sono profundo.

...

Acordaram, a vista tornando do preto para as cores do mundo ao redor. Então viram uma figura tenebrosa: uma bruxa alta, magérrima e desengonçada, parecendo um esqueleto. Ela tinha voz fanha e raivosa:

“Odeio criança gordinha! Odeio gordura, odeio fritura, odeio o Sistema!!!”

João e Maria protestaram, mas até as suas mortes nunca mais comeram. Se viciaram em anfetaminas, enquanto subnutriam-se.



Marcelo Oliveira é estudante de Comunicação - Jornalismo na Universidade Federal da Bahia.

sábado, 19 de abril de 2008

Cubo Mágico



Concurso de Criação

PROPAGANDA POLITICAMENTE INCORRETA!

Candidate-se a prefeito(a) de Salvador!

Envie um e-mail para lupa_cubomagico@yahoo.com.br, contendo:

seu nome e foto + nome do partido fictício + slogan de campanha + proposta(s) de campanha (entre 100 e 150 caracteres), resolução mínima de 300 dpi, p&b ou colorida, e arquivo tipo ".jpeg" para até 02-05-2008.

O Supremo Tribunal Eleitoral da Lupa escolherá os trabalhos mais originais, que disputarão a eleição para MELHOR SANTINHO através de cédulas de votação e do blog da revista.

Solte o político que há em você!

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Cubo Mágico - Sub-versão

FRUCTO PROHIBIDO


Marcos Palacios


“Então Iahweh Deus fez cair um torpor sobre o homem, e ele dormiu. Tomou uma de suas costelas e fez crescer carne em seu lugar. Depois, da costela que tirara do homem, Iahweh Deus modelou uma mulher e a trouxe ao homem ”

(Gênesis 2: 21-23)
Acordou cansado, com uma tremenda dor nas costas. Sentia como se lhe houvessem arrancado uma costela enquanto dormia. Levantou-se, espreguiçou-se, bocejou. Sacudiu uma mijada no tronco de uma árvore e, só então, deu pela presença dela. Ali sentada. Calada, mastigando um talinho da grama.

Era perfeita. Morena, olhos verdes, um corpo incrível. Exatamente como ele sempre imaginara. E agora ela estava ali. E ele sem saber o que fazer.

Aproximou-se, meio sem jeito. Não tinha qualquer prática desse tipo de situação, mas sentiu que devia tomar a iniciativa:

- Oi, tudo bem? Eu sou Adão...

E ela, lânguida e contemplativa, como que recém-criada ou saída de um sonho:

- Oi... Prazer... Sou Eva...

- Eva? Eva? Que nome engraçado...

- Engraçado? Pois não vejo nenhuma graça... Como você queria que eu me chamasse? Emengarda? Jozilda? Eleuzina? Ivoneide?

Adão percebeu que começara mal. Emendou rapidamente:

- Desculpe. Eu não quis ofender. Falei só por falar. Seu Jeová, meu Patrão, vive dizendo que sou mesmo um caipira bronco e sem refinamento... Não estou acostumado a conviver com outras pessoas. Por favor, não se zangue.

Ela não dava mostras de estar zangada:

- Quem é esse tal de Jeová?

- É o dono destas terras. Eu nasci e me criei aqui e sempre trabalhei para Ele. Sou o zelador destes Jardins...

- Zelador?

- É. Tomo conta das coisas aqui para o Velho. Quer dizer, tomo conta é modo de falar. Não há muito o que fazer... Já dei nome a todos os bichos e plantas, como Ele mandou, e até criei um sistema de classificação das diferentes espécies animais: os que voam, os que se arrastam, os que andam sobre duas e quatro patas, lisos, com plumas, com pelos... Para ser sincero, não faço coisa nenhuma e aborreço-me horrores. Foi por isso que pedi a Ele que me arranjasse uma companheira. Agora que você chegou, tudo vai ser diferente. Este lugar é muito agradável. Um verdadeiro Paraíso...

Justamente quando a conversa começava a engrenar e Adão ia ganhando confiança e se sentindo mais à vontade, Jeová chegou, acompanhado de Arcanjo e Serafim, dois jagunços mal-encarados, que o seguiam onde quer que Ele fosse.

- Ah, vejo que já se apresentaram. Ótimo. Espero que se dêem bem...

Eva olhou para o velhote e sentiu uma imediata antipatia pela Figura. Barbudo, cabeludo, unhas sujas, dava a impressão de haver passado uma Eternidade sem tomar banho. Achou-o repugnante. Detestou o tom autoritário dele falar.

- Olha, Adão, você fica encarregado de explicar para Eva o Regulamento dos Jardins. Ela está aqui em caráter experimental. Se criar problemas você me avisa...

E Adão, submisso:

- Não se preocupe, Chefe, vai dar tudo certo...

Assim que Jeová deu as costas e deixou os Jardins, seguido pelos dois capangas, Eva desabafou:

- Velho nojento... Não fui com as barbas dele... Não sei como você agüenta tanta empáfia e prepotência...

- Ora, Eva, Ele é apenas um pouco ranzinza. Tem Suas manias e pequenas implicâncias. Coisas da idade. No fundo não é má Pessoa. Sempre me tratou muito bem, apesar desse Seu jeito durão.

- E de que Regulamento ele estava falando?

- Bem, é muito simples. Existe apenas uma Regra: “Tudo vos será permitido, porém do Fruto da Arvore do Conhecimento não comereis jamais”.

- Só isso?

- Só.

Eva ficou pensativa.

- Um Fruto Proibido, ein!... Eu já ouvi uma história parecida, não lembro bem onde... Vamos ver! Cadê a tal Árvore?

Não era uma Árvore. Era todo um Pomar. Imenso. Frutas lindas, vermelhas, carnudas, perfumadas. Uma verdadeira Tentação.

Jeová passou três meses sem aparecer pelos Jardins. Quando deu as caras, encontrou o terreno cercado com fios eletrificados, posse requerida na Justiça, uns negrões enormes de guarda no Portão e uma moderna fábrica em plena produção, fornecendo Tortas de Maças do Amor para o Bob’s, MacDonald’s e quase todas as lanchonetes finas da Zona Sul.

Jeová ainda entrou com uma ação de reintegração de posse, mas deu com os burros n’água. Além de ter um tio muito influente no Instituto de Terras, Eva havia subornado todos os juízes do Supremo Tribunal.

Jeová acabou pagando as custas do processo, vendeu as propriedades que ainda lhe restavam no Rio e mudou-se para São Paulo, onde hoje tem uma sortida malharia no bairro judeu do Bom Retiro.

Eva acabou se separando de Adão por absoluta incompatibilidade de gênios, vendeu a fábrica de Tortas de Maças para uma multinacional e trocou os Jardins do Paraíso por um paraíso fiscal na ilha de Saint Maluf, no Caribe, onde hoje vive com Caim, um conhecido playboy internacional que - dizem - matou o próprio irmão para herdar sozinho a fortuna do pai...