sábado, 29 de novembro de 2008

Passepartout

Bonnie 'Prince' Billy em Salvador
Por Frederico Fagundes


_ Bonnie 'Prince' Billy, cantor de folk norte-americano, esteve em Salvador na última sexta-feira (28). O show ocorreu na Boomerangue, casa de shows situada no Rio Vermelho, pelo preço de R$ 15,00, e com abertura da banda novata Dois em Um, fazendo seu primeiro show.

_ A casa, ao contrário do que se esperava com a presença de uma atração internacional (mesmo que pouco conhecida) não estava lotada. Programado para iniciar às 23:00, o show de Dois em Um começou em meados de 00:30. Projeto de Luisão Pereira, ex-integrante da banda Penélope, que fez relativo sucesso nos anos 90, com a namorada, Fernanda Monteiro, Dois em Um aposta em uma música calma e lenta, de refinamento nos arranjos, que incluem um violino e diversos instrumentos sampleados (já que há somente duas pessoas no palco).


_ A fórmula ao vivo, porém, desanda. A sensação que se tem é de que as músicas serviriam muito melhor para ouvir em casa, em momento de relaxamento - para não dizer sono. Enquanto os arranjos são, em sua maioria, muito agradáveis, mesmo que sonolentos, a parca voz de Fernanda Monteiro põe a tônica soporífera à máxima potência, tornando o show cansativo. O melhor momento da apresentação talvez tenha sido a música "E se chover", que pode ser escutada no MySpace da banda.

_ Com o fim do show, vieram os preparativos para que Bonnie 'Prince' entrasse no palco. Figura estranha, com careca e barba longa, o cantor e compositor circulou pela Boomerangue durante a apresentação de Dois em Um, e pouco interagiu com o público. Assim foi também durante seu show, extremamente prejudicado pela falta de potência do som que, com a falta de educação do público presente - que provavelmente desconhecia seu trabalho, se tornou praticamente inaudível em alguns momentos do show, para quem estava mais atrás. A conversa animada de parte da platéia, completamente alheia ao show, atrapalhou mesmo quem estava na primeira fila.

_ Bonnie 'Prince' fez um show acústico e intimista. De perfomance pungente, interpretava suas canções sentindo a própria música, e estava animado, mesmo com todos os contratempos. Cantando músicas de vários momentos de sua carreira de discos regulares e acima da média, o compositor fez um grande show. O triste é ver como Salvador não possui um espaço de qualidade que possa trazer shows assim com decência.

_ Segundo A Tarde, Bonnie 'Prince' impôs como condição para vir ao Brasil, mesmo sem conhecer nada da cidade nem de sua música, tocar em Salvador e, a despeito de sua felicidade no palco, não devia saber das dificuldades e limitações da cena alternativa daqui. As esperanças de que Salvador entre de vez para o circuito de shows internacionais são, portanto, mínimas.

_ Após o show, enquanto Bonnie encaminhava-se para a saída do local, a redação da Lupa, com seu parco inglês, falou a Bonnie "Great show!", ao que ele respondeu com um sorriso largo e inesperado, para a figura insólita que ele demonstrou ser no palco.

_ Confira o MySpace de Bonnie 'Prince' Billy.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Cubo Mágico

Últimos dias para escrever para a Editoria Cubo Mágico da Lupa! Última chance de participar, não perca!

_ O Concurso literário da Revista Lupa 6*:

Cometeu ou presenciou um crime e não tem pra quem contar?

Veja a imagem abaixo e saiba como participar

Clique na imagem para visualizá-la em tamanho maior.

_ Escreva para a revista Lupa!

_ Envie para lupa.facom@gmail.com um texto livre, totalmente NONSENSE, explorando a temática CRIMES.

_ Você só tem dois limites: enviar até 28 de novembro e não ultrapassar 15 linhas!

Suspenso embargo às obras de Pituaçu

Por Verena Paranhos


_Depois de quase um ano de tantas interdições, liminares e questões ambientais, foi suspenso o embargo às obras do Estádio Governador Roberto Santos, mais conhecido como Estádio de Pituaçu. Na tarde de hoje, o desembargador José Olegário Monção Caldas anunciou a retomada imediata das obras executadas pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder). O desembargador alegou que manter a obra parada é desperdício de dinheiro público, pois 90% dos trabalhos já fomos concluídos.
_A decisão do desembargador traz conforto à torcida do Bahia, que desde a tragédia de 25 de novembro de 2007 no Estádio da Fonte Nova, está sem “casa”. Neste ano, a equipe jogou em Camaçari e Feira de Santana, afastando, de certa maneira, sua “fiel” torcida dos estádios.
_Com início em 21 de janeiro, a obra no estádio de Pituaçu já passou por três adiamentos do prazo de conclusão e ainda encontra-se sem data para terminar, decepcionando os que torcedores esperavam poder ainda este ano ver os jogos do Bahia na capital. Outro elemento que mudou ao longo da “requalificação” do estádio foi seu custo, previsto para ser de R$ 21,8 milhões, e hoje tem um segundo orçamento de R$ 55 milhões, que inclui obras da arena e do entorno do estádio.
_A retomada das obras acende mais uma vez a esperança do tricolores baianos que esperam poder assistir aos jogos do seu time já no Campeonato Baiano, que começa no dia 18 de janeiro.
Foto: ibahia

Qual o seu Olhar Sobre o Brasil?


_Estão abertas as inscrições para o segundo concurso universitário de fotografia Sony cujo tema é “Meu olhar sobre o Brasil”. O prazo se estende até o dia 15 de Janeiro, não perca tempo!




Shamara Fragoso, de Belém(Pa), Primeira colocado do ultimo concurso universitário Sony no quesito Criatividade
Para participar do concurso é necessário seguir algumas instruções, entre elas;

1) comprovar a condição de universitário. Para isso, basta solicitar uma declaração da universidade atestando a condição de aluno.
2) cada aluno pode mandar até 3 imagens, mas somente 1 será selecionada.
3) a utilização de programas de edição de imagens, via computador deverá ocorrer apenas para ajuste de parâmetros básicos como COR, NITIDEZ e SATURAÇÃO. Nada de alterações grandes, como retirada de elementos ou utilização de qualquer espécie de efeito especial.
4) As fotos deverão ser enviadas exclusivamente através dos correios no tamanho de 15 X 21 para o endereço fornecido pelo site até o dia 15 de Janeiro.

_Para mais informações clique aqui!

_PREMIAÇÃO
1° colocado = câmera Sony alpha 700
2° colocado = Câmera Sony alpha 300.
3° colocado = Câmera Sony alpha 200

Circo Urbano

Museu da Pessoa

Por Mariana Sebastião

Como todos sabemos, museus são lugares que, independente da forma, objetivam preservar ou divulgar a memória de um povo ou época. Entretanto, muitos não sabem que, no ambiente virtual, também existem museus, e estes não possuem um espaço físico em escolas, cidades ou instituições. Um exemplo engraçado é o Museu da Pessoa, isso mesmo, Museu da Pessoa. Este é um museu virtual de histórias de vida de todas as pessoas que queiram compartilhar as suas experiências. O objetivo é ter um espaço onde cada pessoa tenha a oportunidade de preservar a sua história de vida e tornar-se uma das múltiplas vozes da memória social. Ressaltando que só existem seis museus digitais no mundo inteiro, o Museu da Pessoa é um desses, e já tem redes no Canadá, Estados Unidos e Portugal. Qualquer um pode consultar o seu acervo pelo site
www.museudapessoa.net.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Meio e Mensagem

Ópaíó: a “baianidade” no plim-plim.
Por Paloma Ayres

A trindade cênica de “Ópaíó” (segundo item da Trilogia do Pelô) se concretizou no último dia 31 de outubro, quando estreou na Globo no formato de seriado, sempre exibido às sextas-feiras, após o Globo Repórter. Depois dos palcos, o espetáculo chegou às telas de cinema em 30 de março de 2007 e, com seis episódios gravados em película de 16 mm, “Ópaíó” tem direção geral de Monique Gardemberg (também diretora do filme), direção de núcleo de Guel Arraes e texto de Márcio Meirelles, Bando de Teatro Olodum, Mauro Lima e Jorge Furtado. Caminhando para o seu terceiro episódio, o seriado vem levando, aos lares brasileiros, o que é que a Bahia tem (ou dizem que tem): alegria, irreverência até nos momentos difíceis, deboche, junto com muito sotaque, música e uma sensualidade aparente, resultando na tão falada quanto discutida baianidade.

Os telespectadores não podem esperar muita novidade no seriado, que é praticamente uma amostra do que foi para o cinema. As opiniões se dividem entre “é a cara da Bahia” e “é a caricatura da Bahia”, restaurando os questionamentos sobre como a imagem do baiano é vista nos demais lugares do Brasil, principalmente quando estampada na telona e na telinha. Essa discussão é invariavelmente longa e por isso não será prolongada ainda mais por aqui, no sentido de ater-se somente ao seriado.

“Ópaíó” no cinema. Foto:André Gardemberg

Pelourinho, 1991, época da reforma do então governador da Bahia Antônio Carlos Magalhães (reforma, aliás, que é abarcada na temática do espetáculo, mas mal pincelada no filme e, pelo visto será no seriado, no qual o foco continua sendo o cotidiano alegre e festeiro dos moradores do Pelô) é o cenário dessa trama de personagens. O Bando de Teatro Olodum está quase todo presente, não só os atuais membros do grupo, mas dos egressos dele, a exemplo de Lázaro Ramos (o protagonista Roque), Tânia Toko (Neusão) e Lázaro Machado (Pastor, que já causou polêmica no primeiro episódio, gerando críticas na comunidade protestante ao dar vida a um pastor ganancioso). Algumas participações especiais são esperadas, como João Miguel, Virgínia Cavendish, Nandda Costa e Preta Gil e também personagens novos, como Queixão, por Matheus Nachtergaele e Dandara, pela estreante na TV Aline Nepomuceno.

Vale ressaltar a substituição que fez uma relativa diferença: sai de cena o Boca, antagonista de Roque, vivido no filme por Wagner Moura e entra o Queixão, na mesma função, na pele de Matheus Nachtergaele. A diferença se faz na interpretação, enquanto que a sutil baianidade do primeiro deu lugar à uma carregada (para não dizer forçada) caracterização do segundo, não por Nachtergaele ser paulista, mas por não saber temperar, na medida certa, ao contrário de Moura (que é baiano, porém sabe, como poucos atores baianos, não estereotipar a já caricaturada figura baiana) a composição de um personagem baiano, aliás, repetindo o clichê já presente nas produções globais ambientadas na Bahia. Sem deixar de exibir uma versão caricaturada da “toda menina baiana” cantada por Gilberto Gil, Dandara vive o par romântico de Roque. Uma das mais importantes personagens do seriado, que comanda um dos núcleos da história, Neusão parece pouco à vontade no formato televisivo, já que poderia aproveitar ainda mais o destaque que lhe foi dado.

Do Bando, duas boas atuações: Érico Braz, que vive o taxista Reginaldo, mostra-se melhor entrosado com a linguagem global e Valdinéia Soriano, que mostra bom desempenho com Maria, a atormentada esposa de Reginaldo, que dá as suas escapadas com o travesti Yolanda (Lyu Arisson). Não dá para esquecer a dona do cortiço mais movimentado do Pelourinho, que reúne boa parte do elenco do seriado, Joana (Luciana Sousa), evangélica, mãe de Cosme e Damião – mostrando o já conhecido sincretismo religioso baiano – que não dá sossego aos seus inquilinos, com sua ferrenha defesa à “moral e aos bons costumes”, entretanto, assim como Neusão, Joana também não se sobressai tanto como deveria.

Sendo uma comédia musical, o seriado traz, através de Roque, esquetes musicais que passam pelo axé, reggae, pagode e brega. Exemplos disso são a versão pagodeada de “Tão Seu” (Samuel Rosa/Chico Amaral) e o clássico bregão “Vou tirar você deste lugar” (Odair José).

Roque (Lázaro Ramos) em cena. Foto:Thiago Teixeira/AE

No mais, “Ópaíó” trouxe de volta à televisão o universo soteropolitano/ baiano que, desde a minissérie “Os Pastores da Noite” (baseado na obra de Jorge Amado) não se fazia presente na Globo e, mais uma vez, explorando o estereótipo do baiano, construído ao longo dos anos na ótica amadiana-caymmista-velosista...e por aí vai. Resta saber se a corruptela de “Olhe para isso, olhe”, que não é corretamente pronunciada por muitos brasileiros além Bahia, cairá nas graças dos mesmos ou reforçar o preconceito que ainda resiste entre muitos deles, bem como se é assim mesmo que os baianos querem se ver representados no plim-plim, que sempre viu, como exótico e folcloresco, os moradores da cidade da Bahia.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Meio e Mensagem

Novo programa de celular pode ajudar no trânsito
Por Victor Gazineu

O Mobile Milenium, aplicativo idealizado pela Nokia juntamente com a Universidade da Califórnia, Berkeley, promete facilitar a vida de muitos motoristas que passam horas presos no trânsito. Através da captação, via GPS, de dados dos celulares nos veículos, o projeto possibilita o mapeamento das condições de tráfego de vários locais e, assim, permite que a pessoa saiba quais são as áreas menos congestionadas do momento. Os mapas poderão ser encontrados gratuitamente na internet ou passados para outros aparelhos móveis. Segundo o professor da UC Berkeley, Alex Bayen, se o software utilizado (Traffic Pilot) tiver um bom número de usuários para fazer downloads, o projeto irá aliviar o congestionamento, mesmo em pequenas estradas interurbanas. Além disso, para aqueles que se preocupam com sua privacidade, o software garante o anonimato de todas as informações obtidas pelo GPS, evitando que os carros sejam rastreados.
Segundo informa o portal Terra, aqueles que tiverem interesse em aderir ao programa devem adquirir um plano ilimitado de dados para que possa comportar o amplo download dos mapas e o GPS.

Para baixar o software, acesse http://traffic.berkeley.edu/pilot/

"Correio da Bahia" e "A Tarde" fecham os olhos.


Por Giácomo Degani

_ A imprensa baiana fez uma excelente cobertura do jogo merecidamente vencido pelo Vitória contra a equipe do Grêmio. O jogo ocorreu no último domingo, a partir das 17:00, no horário de Brasília. As manchetes destacavam a classificação do Vitória para a Copa Sul Americana. O time baiano não participa de uma competição internacional desde 1997. Também foi destacado o quase título que o São Paulo ganhou, após a derrota gaúcha. Ambos os veículos baianos deram a cobertura necessária para os fatos.

_ O problema é que os jornais não divulgaram alguns fatos extra-campo ocorridos no estádio. No primeiro tempo, uma bomba caseira explodiu na torcida gremista. Alguns torcedores se exaltaram e a polícia logo os intimidou. Um torcedor foi levado com ferimentos nas mãos. Boa parte da torcida, nesta hora, já estava assustada. A Polícia Militar, contactada pela torcida gaúcha, agiu rapidamente, deixando as pessoas mais tranqüilas.

_ No segundo tempo, uma segunda bomba atingiu a torcida. Por sorte, esta falhou e os policiais prontamente a retiraram. Contudo, o alvoroço causado foi muito maior. Enquanto a primeira caiu em uma área menos concentrada, a segunda atingiu uma área em que havia uma grande quantidade de pessoas juntas. Conseqüentemente, muita gente saiu correndo e atropelando umas as outras. Dois homens rolaram escada abaixo e acumularam ferimentos na cabeça e pelo corpo. Para saírem do local precisaram de ajuda policial. Foi possível ver uma grande quantidade de crianças chorando após a explosão. Várias meninas pediam aos pais para deixarem o local assim que possível.

_ Quando o relógio apontava cerca de 25 minutos do segundo tempo, deixei o estádio devido à instabilidade emocional que pairava no local. Na saída do Barradão, não havia qualquer sinal de policiamento. Cerca de vinte homens estavam nas imediações do estádio, entoando hinos das torcidas organizadas e provocando e intimidando gremistas que deixavam o jogo.

_ Nem o "A Tarde", nem o "Correio da Bahia" fizeram qualquer nota sobre os acontecimentos. A politicagem impede a divulgação dos fatos. Mas como ficam os torcedores que sofreram ferimentos? Tudo vai permanecer debaixo dos panos?
Protesto!

_ O site do jornal "A Tarde" publicou esta foto acima da torcida gremista.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Circo Urbano

VW anuncia recall
Por Rafael Freire

_Após testes de qualidade, a Volkswagen convocou recall para alguns modelos da marca equipados com farol de neblina. Segundo a montadora, uma possível falha na montagem da lanterna do lado esquerdo pode provocar um mau funcionamento do equipamento que, em vez de mostrar uma luz vermelha, poderá mostrar luz branca. Tal problema pode ocasionar acidentes, na medida em que um veículo que venha atrás poderá interpretar a tal luz branca como sinal de marcha ré.
Os modelos e chassis convocados pela Fábrica são:

_Novo Gol 2009: P 000001 a 9P 033973 e 9T 000001 a 9T 153456 Voyage 2009: 9T 000001 a 9T 153085 Gol G4 2006 a 2009: 6P 000001 a 9P 089713 e 6T 000001 a 9T 124539 Polo hatch 2007 a 2009: 7P 000001 a 9P 025614 Golf 2008 e 2009: 84 000001 a 94 015426 SpaceFox 2006 a 2009: 6A 000001 a 9A 324240

_Dizem os entendidos, que essas convocações que as montadoras fazem para reparar pequenos defeitos de fabricação não passam de “iscas” para levar o proprietário às concessionárias e convencê-los a fazer mais alguns serviços, além do reparo combinado. Mas, de qualquer forma, se você possui algum dos modelos acima, não custa retificar o problema. A segurança agradece.

Pet Comunicação completa 20 anos e prepara mesa redonda para comemorar

20 anos atrás, o Programa de Educação Tutorial era instalado na Faculdade de Comunicação da UFBA, com quatro estudantes de graduação e um professor tutor – o prof. Albino Rubim. Desde então, passaram pelo grupo mais de cem alunos e sete tutores, sempre trabalhando com base na indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.

Para comemorar os 20 anos de existência do Pet Comunicação, o grupo atual – composto por 12 bolsistas e tutora – preparou uma mesa redonda com o tema "Programa de Educação Tutorial: história, desafios e perspectivas". Para debaterem os êxitos e problemas do programa, estarão presentes a atual tutora, profª Graciela Natansohn, o professor Marcos Palacios, ex-tutor do grupo, e a professora Anita Martinelli, interlocutora dos grupos Pet-UFBA. O evento será realizado na quarta-feira dia 26 de novembro, às 11 horas, no auditório da Faculdade de Comunicação da UFBA.

O Programa de Educação Tutorial é mantido pela Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, que disponibiliza bolsas para alunos e tutores, além de orçamento anual para compra de livros, gastos em projetos e manutenção. Existem outros seis grupos Pet na UFBA – Enfermagem, Engenharia Elétrica, Filosofia, Letras, Medicina e Odontologia –, e mais quatro no Estado. No país, existem 370 grupos Pet espalhados por 72 instituições de ensino federais, estaduais, municipais e particulares.

Serviço

O quê: Mesa redonda "Programa de Educação Tutorial: história, desafios e perspectivas"

Quando: 26/11 (quarta-feira)

Onde: Auditório da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia

Horário: 11h

Gratuito

Informações: (71) 3283-6186 / petcom@ufba.br

Sites: Petcom / SESu

domingo, 23 de novembro de 2008

Mercado de revistas perde mais publicações

por Mariana Almofrey Nogueira

_Na semana passada, a editora Peixes (do grupo Companhia Brasileira de Multimídia - pertencente ao empresário Nelson Tanure) anunciou que vai deixar de publicar cinco revistas, entre elas Dom – De Outro Modo.


_Segundo a assessoria de imprensa da editora, as publicações que pararão de circular se transformarão num “mega-portal de informação e entretenimento”.

_Na quarta-feira desta semana, a redação da revista Dom fez um pronunciamento no site http://revistadom.wordpress.com/. “Sim, como vocês podem ter lido, a Editora Peixes está realmente se reestruturando. No caso da DOM, estamos em fase de negociação para analisarmos se vamos seguir os critérios da Editora Peixes com a construção do portal digital ou se continuaremos sendo uma revista impressa e digital, em outra editora”, afirmou Paulo Basile, redator.

_A primeira edição da revista Dom – De Outro Modo foi lançada em 5 de dezembro de 2007 – com uma tiragem inicial de 45 mil exemplares. A proposta era criar uma revista bimestral inovadora, diferente do que já existia no mercado de revistas voltado para o público gay masculino. Em julho de 2008 a periodicidade se tornou mensal.

_Para atrair o público-alvo – formado por homens acima dos 25 anos, das classes A e B –, a revista abordava temas como amor, carreira, moda, direitos, consumo e muitos outros assuntos que interessavam não só para gays, mas a todos os interessados em "estilo e comportamento contemporâneos".

_O último número da revista sai em dezembro e custará dez reais.

sábado, 22 de novembro de 2008

Stand-Up Comedy

Por Giácomo Degani

A revista Lupa está online também em São Paulo. De olho nas novidades do mundo cultural e das novas expressões artísticas, a EQUIPE LUPA saiu pela noite paulista para investigar do que se trata a Stand-Up Comedy. É um modelo de se fazer humor que conta somente com um comediante em cima do palco, com um banquinho e um microfone. O show depende unicamente do talento do humorista, durante cerca de meia hora ele conversa e contas casos e piadas para a platéia. As piadas rodam em torno de assuntos como sexualidade, cotidiano, política e as dificuldades enfrentadas por gordos, baixinhos e com ex-namoradas. A linguagem não possui pudor algum, o espetáculo é para maiores de dezoito anos.
A EQUIPE LUPA assistiu ao show no domingo, em uma casa de show da noite paulistana, a “Bleeckers Street Bar”. O local possui uma decoração e uma iluminação diferenciada que consegue abrilhantar o espetáculo. Devido ao sucesso que esses shows vêm fazendo, quem quiser ver-los deverá fazer reservas com antecedência. A LUPA conseguiu entrar no local depois de muito esforço, inclusive desviando de um taxista que tentou atrasá-la com seu genial GPS. Os preços também são um desafio, e bastantes salgados para os humildes focas da LUPA.
Nesta noite apresentou-se a trupe do Clube da Comédia, uma associação de humoristas que se apresentam por toda a grande São Paulo e já estão mostrando seu trabalho por todo o país. No show do último domingo, comandaram a noite Rafinha Bastos e Oscar Filho que, além de fazerem a Stand-Up, também participam do CQC, programa que mescla humor e jornalismo na Band. A presença dos apresentadores tem contribuído para a grande difusão deste formato humorístico pelo país.
Salvador, como sempre, fica de fora do circuito cultural do Brasil. O espetáculo já passou por todo o Sul e Sudeste do país, além de Recife e Aracaju. Aqui, nada ainda. Salvador reclama um maior incentivo à arte na cidade. Os apresentadores já são também hits do Youtube.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Circo Urbano

Fim da guerra do Iraque
Por Joseane Bispo


"Termina a guerra do Iraque”, essa foi a manchete do The New York Times de quarta-feira (13), que circulou nos Estados Unidos, principalmente em Nova York e Los Angeles. A notícia foi criação de um grupo de zombeteiros, como estão sendo chamados no país, que forjaram mais de 1,2 milhão de exemplares do jornal.

Na capa do jornal, o tradicional slogan do NYT - "Todas as notícias que vale publicar", virou "Todas as notícias que esperamos publicar". Uma das notícias destacadas na capa diz o seguinte: "A ex-secretária de Estado Condoleezza Rice garantiu aos soldados que o governo Bush sabia desde bem antes da invasão que Saddam Hussein carecia de armas de destruição em massa".

Outros títulos da primeira página dizem: "Aprovada lei do salário máximo"; "Nacionalizado, petróleo vai financiar esforços contra a mudança climática"; "Nação volta seus olhos para a construção de uma economia saudável". E na página 3, um anúncio de página inteira, também falso, dizia que a ExxonMobil celebrava o fim da guerra do Iraque e que a paz é "uma idéia com a qual o mundo pode lucrar", vale lembrar que a ExxonMobil, é a maior empresa de capital aberto do setor global do petróleo, que tem grandes interesses no Iraque pós-Saddam.




O jornal com 14 páginas, que supostamente foi criado por um grupo chamado Yes Men, cujos integrantes já se fizeram passar por funcionários da Organização Mundial do Comércio e anunciaram o fim da entidade, era um material bem produzido e conseguiu passar despercebido por muitos, com exceção do The New York Times, é claro, que disse por meio de uma porta-voz, Catherine Mathis estar investigando, "É falso e estamos investigando".

O grupo criou até um site (http://www.nytimes-se.com/), para divulgação da edição do jornal, em nota no mesmo, eles comentam como foi o processo de elaboração do material, declaram que o jornal levou seis meses para ser feito, que a impressão aconteceu em seis gráficas e a distribuição ficou a cargo de milhares de voluntários.

Bertha Suttner, que afirma ser uma das responsáveis pelo falso jornal, disse que a atitude foi uma proposta de garantir que o presidente-eleito dos EUA, Barack Obama e outros democratas façam aquilo para que foram eleitos, "Após oito, talvez 28 anos de inferno (desde a eleição de George W. Bush e Ronald Reagan, respectivamente), precisamos começar a imaginar o céu", argumentou.

Os Yes Men, retratados em um livro e um documentário em 2004, também já se fizeram passar por executivos da ExxonMobil e do Conselho Nacional do Petróleo para discursar numa conferência canadense sobre o petróleo. Em outra ocasião, se disfarçaram de agentes do órgão federal de habitação e prometeram, num evento diante do prefeito de Nova Orleans e do governador da Louisiana, liberar residências públicas abandonadas para milhares de habitantes pobres da cidade.

Mas, segundo o blog "City Room", ligado ao próprio jornal, eles não são os primeiros a falsificar o NYT, o caso mais famoso ocorreu durante uma greve de jornalistas em 1978, e envolveu nomes como o repórter investigativo Carl Bernstein, o escritor Christopher Cerf, o humorista Tony Hendra e o editor da Paris Review, George Plimpton. Há rumores de que o responsável seja um grupo de redatores de vários jornais tradicionais, inclusive o The New York Times.

A Guerra


Iniciada em 20 março de 2003, quando os EUA, com o apoio do Reino Unido, Espanha, Itália, Polônia e Austrália, invadiram o Iraque. A guerra teve como justificativa, a suposta existência de armas de destruição em massa em poder do então ditador iraquiano Saddam Hussein, que não foram encontradas.

Ainda sob o impacto dos ataques de 11 de setembro de 2001, quando a rede terrorista Al Qaeda, sob comando de Osama bin Laden, promoveu ataques simultâneos às torres gêmeas do World Trade Center (Nova York) e ao Pentágono (Washington), a população apoiou a iniciativa da chamada guerra preventiva, ou seja, atacar o Iraque antes de sofrer um ataque. Em abril de 2003, as forças da coalizão chegam a Bagdá e tomam o controle da capital, Saddam não é encontrado. Os rebeldes passaram a promover ataques contra soldados e civis, matando milhares de pessoas.




Os planos da Casa Branca de estabelecer uma guerra "rápida e cirúrgica", com poucas mortes de civis, são frustrados pelos sucessivos e sangrentos ataques suicidas de rebeldes. Em agosto de 2003, um caminhão-bomba explode sob a sede da ONU (Organização das Nações Unidas) em Bagdá. O atentado suicida deixa 22 mortos, inclusive o embaixador brasileiro Sergio Vieira de Mello, enviado da ONU ao Iraque.

Em fevereiro de 2006, outro atentado a bomba destrói uma mesquita xiita em Samarra, o ataque dá início a uma onda de violência sectária sem precedentes no país. Em novembro do mesmo ano, seis carros-bomba explodem em diferentes partes do bairro da Cidade Sadr, bastião xiita em Bagdá, causando as mortes de mais de 200 pessoas.

Hoje, descartando todos os interesses e desculpas político-econômicas para a perpetuação de cinco anos de guerra, a única certeza que temos é que as maiores vítimas foram inocentes civis. De todos envolvidos, a população iraquiana será sempre a grande perdedora de uma intervenção que, entre outros argumentos, invoca a “libertação” de um regime opressor e a criação de condições de exercício de direitos e garantias fundamentais, mas facilmente poderá resvalar para uma situação de pura “ocupação”, de conseqüências sociais e políticas imprevisíveis.

Desde o começo da guerra, 1,9 milhão de iraquianos se deslocaram internamente e outros 2,1 milhões deixaram o país, sem falar nas inúmeras vítimas, inclusivo diversas crianças, que foram mortas, mutiladas, ou que tiveram toda a família exterminada. Ao contrário do que o Pentágono havia prometido antes da guerra, diversos civis iraquianos morreram vítimas de bombardeios e ações exageradas das tropas da coalizão. A avançada tecnologia, com as bombas inteligentes, nem sempre acertou os alvos desejados, mas sim mercados públicos e residências.

Embora este monstruoso genocídio ainda esteja longe do fim, como afirma a pesquisadora em Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB), Júlia Camargo, já se pode contabilizar, segundo um estudo, cujos resultados foram recentemente publicados pela revista médica britânica The Lancet, o número de vítimas até hoje, o balanço já é superior a 650000.
De tudo isso resta-nos apenas torcer para que a guerra no Iraque pare de assombra o dia-a-dia de milhões de pessoas que, em todo o mundo, sofrem e virão a sofrer, direta ou indiretamente, com um conflito de conseqüências que só o tempo permitirá avaliar. E continuar sonhando juntamente com Os Yes Men, para que um dia, não muito distante, o The New York Times estampe verdadeiramente, em sua primeira página a manchete: “Finalmente, termina a guerra do Iraque”.

Meio e Mensagem

Primeira página
por Camila Queiroz

_ A Super Interessante do mês de outubro (edição 257) deu uma dica de site muito legal na sua editoria Os 10 +. O site Newseum tem uma seção dedicada exclusivamente para mostrar a primeira página de diversos jornais do mundo inteiro, na sua forma original. São 681 primeiras-páginas de 67 países diferentes. Vale a pena dar uma olhada!
* Para visualizar, basta passar o mouse nas bolinhas laranja que aparecerem no mapa. Para ampliar, clique na figura que aparece ao lado que abrirá uma janela com a ampliação.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Festa de lançamento da Revista Fraude #6


_A Revista Fraude surgiu há quatro anos como experimentação editorial desenvolvida pelos integrantes do Petcom, Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Comunicação da UFBA. Mesmo deixando de ser mera experimentação, a revista mantém seu caráter experimental ao explorar diferentes maneiras de (re)criar o conteúdo de uma revista de cultura.

_O lançamento do sexto número da Fraude acontecerá no dia 28 de novembro, às 18h, no bar Balcão, Rio Vermelho. A partir das 22h, a banda Os Mizeravão subirá ao palco para agitar a noite. De Roberto e Erasmo a Black Sabbath e Gloria Gaynor, de Balão Mágico e Fábio Jr a Ramones e Menudos: desde 98, Os Mizeravão fazem essa mistura musical com bastante rock, cara-de-pau e bom humor. Na entrada do show, será cobrado um ingresso no valor de R$13,oo.

_A produção soteropolitana de revistas de jornalismo cultural era incipiente. Foi pensando numa saída para esse limbo editorial que surgiu a Fraude. De início, procurava-se brincar com os grandes ícones e símbolos culturais de modo a demonstrar que nada havia de verdadeiro nesse “mercado” e que sobrava espaço apenas para plágios, decalques, um dizer firme sobre promessas que nunca seriam realizadas. Ao mesmo tempo, o pastiche funcionava como ironia e celebração da cultura baiana, brasileira e cosmopolita. Hoje, a revista evoluiu. Suas propostas desenvolvem o experimentalismo ligado ao design das páginas e aos textos sem recorrer, necessariamente, à idéia de fraude. Assim mesmo, não se perdeu a noção de que "alguma coisa está fora da ordem".

_Em edições anteriores, já foram abordadas questões referentes à moda, ao mercado de videogames, à literatura, aos quadrinhos de horror, ao cenário alternativo de música soteropolitana, entre outros assuntos. Dessa vez, trazemos uma verdadeira viagem ao universo digital colaborativo, assim como recontamos o (não mais) tradicional empreendimento de um escritor para consolidar sua carreira e trazemos também à baila tendências do mercado de arte, como a toy art e a animação publicitária. Além desses exemplos, será possível conferir muito mais no sexto número da Fraude.

_Quem produz inteiramente a revista são os membros do Petcom. O programa mantido pelo MEC concede bolsas para alunos dedicados a desenvolver – no âmbito pessoal, do grupo e da universidade – o tripé: ensino, pesquisa e extensão.

Visite:

Blog - www.revistafraude.blogspot.com
Petcom - www.petcom.ufba.br

Prova dos Nove

Mudança de regras para o ENADE
Por Gabriela Vasconcellos


_O Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) será universal. Com a mudança, a partir de 2009, todos os alunos ingressantes e concluintes dos cursos de graduação que fazem parte das áreas avaliadas na edição farão a prova. Atualmente a avaliação é feita por amostragem, ou seja, apenas 60% dos estudantes são selecionados para o exame, desde que o método foi implantado, em 2004. Esta mudança acata pedidos das Instituições de Ensino Superior (IES) e está prevista na lei que instituiu o Enade.

_O objetivo do Enade é avaliar os cursos de graduação. A avaliação é realizada em ciclos com duração de três anos, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).
_A última prova do Enade foi realizada no dia 9 de novembro. Segundo o Inep, participaram da avaliação 564.415 alunos, sendo 329.569 ingressantes no ensino superior. Foram avaliados 24.842 cursos de 2.367 instituições, e o custo da edição foi de R$ 25 milhões. Com a universalização o custo do exame aumentará em 30%.

Fontes: A Tarde online

Inep

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Passepartout

Documentários no funil do Oscar
Por Luis Fernando Lisboa

_ Nesta terça-feira, dia 18/11, foi divulgada, pela Academia de Artes Cinematográficas e Ciências, a lista dos 15 filmes-documentários que disputam a uma das cincos indicações para o Oscar 2009 de Melhor Documentário. Saíram da disputa, pela indicação final, 79 produções.

_ Alguns dos filmes selecionados são: They Killed Sister Dorothy, de Daniel Junge - o documetário que conta a história do assassinato da missionária Dorothy Stang (ela foi morta com seis tiros no estado brasileiro do Pará); Trouble The Water, de Carl Deal e Tia Lessin - fala sobre os desastres e devastações provocados pelo furacão Katrina, nos Estados Unidos; e Glass: A Portrait of Philip in Twelve Parts, de Scott Hicks - o longa é o resultado dos 18 meses em que o diretor acompanhou o compositor Philip Glass, autor de trilhas sonoras de filmes como As Horas e a trilogia Qatsi (de Godfrey Reggio), e foi realizado com o intuito de celebrar o seu aniversário de 70 anos.


_ Um Táxi para a Escuridão, foi o documentário vencedor da categoria neste ano. O longa conta a história de um taxista afegão, preso por líderes militares locais, que morre 4 dias depois na Base Aérea de Bagram, por conseqüência dos ferimentos causados por soldados norte-americanos. A lista definitiva, com os cinco indicados, sairá no dia 22 de Janeiro de 2009 - exatamente um mês antes da premiação, que será realizada no mesmo lugar que o ano de 2008, no Kodak Theatre, em Hollywood.



_Segue abaixo a lista dos 15 documentários pré-selecionados:

At the Death House Door
The Betrayal (Nerakhoon)
Blessed Is the Match: The Life and Death of Hannah Senesh
Encounters at the End of the World
Fuel
The Garden
Glass: A Portrait of Philip in Twelve Parts
I.O.U.S.A.
In a Dream
Made in America
Man on Wire
Pray the Devil Back to Hell
Standard Operating Procedure
They Killed Sister Dorothy
Trouble the Water



segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Circo Urbano

Alívio Tricolor
Por Rafael Freire
_Na última Sexta-feira, 14, após o triunfo sobre o CRB, o Bahia garantiu matematicamente a sua permanência na Segunda Divisão do Futebol brasileiro.
Após a partida, as manchetes dos jornais e sites baianos transmitiam a sensação de alívio dos torcedores, que, nos últimos anos, se acostumaram a se contentar com feitos inexpressivos.
Com a vitória sobre o time alagoano, o Bahia soma 48 pontos e já não pode ser alcançado pelo Fortaleza, que ocupa a 17ª posição e estaria rebaixado se o campeonato acabasse hoje.
_Analisando o desempenho do Tricolor no Campeonato da Serie B 2008, dá para entender o alívio que os torcedores sentiram quando a permanência foi assegurada: hoje, faltando duas rodadas para o fim do certame, o Bahia é dono da terceira defesa que mais sofreu gols, 64; perdeu 14 partidas e empatou nove; sem contar as sucessivas trocas de treinadores, quatro desde o início do ano.
_Esses números são apenas reflexo do processo de apequenamento pelo qual vem passando o time. Enquanto o clube de maior torcida do Estado parece ter, depois de conhecer o porão do Futebol brasileiro, estacionado na mediocridade, times como Avaí, cujo maior orgulho é ser o clube do Guga, e Santo André já garantiram vaga na Serie A 2009.
_O ano ainda não acabou, restam duas partidas, que o Bahia usará para cumprir tabela e, segundo o treinador Ferdinando Teixeira, terminar a competição com dignidade. A esperança tem sido a última alternativa para aqueles que escolheram torcer pelo Bahia (se é que se escolhe para quem vai torcer). E nesse ano que se aproxima não vai ser diferente. Novamente os tricolores vão se encher de esperanças: esperam um estádio novo, Pituaçu; esperam mudanças significativas na diretoria incompetente... Aliás, chamar os dirigentes do Bahia de incompetentes não passa de um recurso eufêmico usado para tornar o texto publicável, pois os que conhecem a trajetória deles têm palavras mais ásperas para defini-los.

O mundo em ação

por Paula Amor

_Quer fazer algo mais pela defesa dos direitos humanos, do meio ambiente, ou contra as guerras e a pobreza, mas acha que isso é muito complexo, e não sabe como? Para quem não conhece o site Avaaz.org, pode lhe proporcionar esta chance.
_O Avaaz, que significa “voz” em várias línguas européias, asiáticas e do Oriente Médio, é uma rede de mobilização global, que tem a missão de “acabar com a brecha entre o mundo que temos, e o mundo que queremos”. Para isso utiliza-se da ferramenta mais globalizante que existe atualmente, a internet. Ao se inscrever na lista de email do Avaaz, operada em 13 línguas, o assinante recebe um email semanal, alertando-o para os problemas globais urgentes e convidando-o para participar de uma ação global organizada sobre o assunto. Para ver a lista de campanhas e conquistas do Avaaz, clique aqui.
_Com mais de 3.2 milhões de membros, o Avaaz já recebeu elogios da revista “The Economist” e Indian Express. Para se inscrever é simples. Basta acessar o site Avvaz.org, e logo na página inicial clicar em inscrição. A campanha desta semana busca a defesa do povo do Congo, que passa por uma terrível guerra entre os rebeldes e o exército. Para assinar esta petição, clique aqui.
_Fica a dica de uma boa oportunidade para quem se interessa por redes de mobilização, ou para quem quer contribir com mudanças para o mundo.

sábado, 15 de novembro de 2008

Passepartout

Dica de CD: Black Ice
por Guilherme Vasconcelos



_Definir o som do AC/DC é tão simples quanto a sua música. Uma dupla entrosadíssima de guitarristas que despeja riffs em profusão. Um vocalista que mais parece um pato rouco e esganiçado, tamanha é a peculiaridade de seu timbre de voz. Uma cozinha precisa, direta e crua, que serve de sustentação às poderosas guitarras, a força motriz do grupo. Acrescente-se a isso letras festivas, divertidas, sacanas e irônicas. Pronto. Essa é a fórmula que o AC/DC vem seguindo desde o seu primeiro disco, o clássico High Voltage, de 1975.

_De lá para cá, a banda lançou mais de uma dezena de discos, entre eles o fenomenal Back In Black - o segundo álbum mais vendido de todos os tempos – e o indispensável If You Want Blood You’ve Got It (um dos mais aclamados discos ao vivo da história), alcançou o estrelato mundial e atingiu um invejável patamar de respeitabilidade, comparável a bandas como Black Sabbath e Led Zeppelin. Tudo isso calcado na singela fórmula supracitada. O segredo de tamanha longevidade e sucesso? Black Ice (R$24,90), o novo disco da banda que melhor encarna o espírito rock n roll, esclarece.

_Lançado há pouco menos de um mês, Black Ice é a prova de que é possível haver genialidade na simplicidade. Não que ele seja genial. É “apenas” um excelente CD do mais puro, bom e velho rock n’roll. O que é genial é a interminável capacidade que o AC/DC possui de, dentro da tão explorada linguagem (estilo) que eles próprios criaram, se reinventar, permanecer relevante e lançar um disco oitentista nos anos 2000 sem mostrar sinais de obsolescência. A essa capacidade dá-se o nome de criatividade. E criatividade é que o não falta em Black Ice.

_É por isso que quem, depois dos oito anos de inatividade da banda – o último registro havia sido Stiff Upper Lip, de 2000 -, alimentava um certo ceticismo em relação ao novo CD dos australianos teve logo que mudar de idéia quando foram liberadas as primeiras músicas na internet. Rock N Roll Train, o single de Black Ice, é a síntese do AC/DC: simples e direta. Seu refrão, fortalecido pelo ótimo trabalho de backing vocals, agrada desde a primeira audição. War Machine, a melhor do CD, tem, sem dúvida, um dos mais poderosos riffs da carreira do quinteto. Anything Goes, principalmente em razão da pegajosa melodia vocal, é uma deliciosa balada de grande potencial radiofônico. Stormy May Day tem um trabalho excepcional de slide guitar e só não é a melhor das 15 faixas de Black Ice por causa de seu frustrante e apressado fim. Rocking All The Way, com suas guitarras cortantes e seu empolgante refrão, é uma aula do mais genuíno rock n’roll. A faixa-título, por sua vez, tem um riff tão frenético que é capaz de levantar o mais sonolento dos defuntos.

_De negativo apenas a excessiva cadência de Money Made e a fria estrutura bluesística de Decibel. Essas duas músicas, descartáveis e genéricas, freiam o ímpeto juvenil do álbum e tiram um pouco de seu brilho e de seu dinamismo. Poderiam ter sido excluídas da track list final, sem qualquer prejuízo.

_Certa vez, em resposta aos que criticam a imutabilidade musical do AC/DC, Angus Young, guitarrista e líder da banda australiana, com o sarcasmo que lhe é característico, declarou: “Temos sido acusados de fazer o mesmo álbum uma dúzia de vezes. Mas isto é uma mentira suja. A verdade é que fizemos o mesmo álbum 14 vezes.” Com Black Ice, Angus, Malcolm Young (guitarrista base e irmão de Angus), Cliff Williams (baixista), Brian Johnson (vocalista) e Phil Rudd (baterista), todos com idade acima dos 50 anos, entregam ao mundo o “mesmo” álbum pela décima sexta vez. Se é para o bem do rock n’ roll, quem se incomoda?


_Confira, abaixo, o clipe do single Rock N Roll Train e o áudio de War Machine, a melhor do disco:







Prova dos Nove

Unicamp lança livro com Redações do seu vestibular
Por Livia Montenegro


- A comissão de vestibular da Universidade de Campinas vai lançar nesta terça-feira (3) o livro “Redações Vestibular 2006”, uma coletânea com os 30 melhores textos feitos pelos concorrentes do último processo seletivo da instituição. Os textos foram selecionados pela Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp).
Segundo a Unicamp, o objetivo é que as redações sirvam como referência aos futuros candidatos que pretendam ingressar na universidade. A coletânea traz 10 dissertações, 10 narrações e 10 cartas. As redações tiveram como tema geral a 'Saúde Publica'.
No concurso da Unicamp, a redação vale metade da prova e o restante das questões são dissertativas.

- Segundo o pró-reitor de graduação, Edgar Dedeca, a exigência da redação nos vestibulares é uma questão de grande importância e as escolas de formação do ensino médio devem investir no exercício da escrita. "O exercício da redação com certeza traz um impacto positivo".
Para o coordenador executivo do vestibular da Unicamp, Leandro Tessler, a redação é a parte da prova que faz o estudante colocar os seus pensamentos no papel. "Queremos selecionar alunos capazes de pensar e formar opiniões.”

- Segredos e truques da boa redação: O estudante de filosofia Denis Evandro Zani, 22 anos, é o autor de uma das 30 redações editada pelo livreto. Segundo Denis, para ser bem sucedido numa redação é preciso treinar muito. O estudante conta que, primeiro ele resolve os exercícios das outras disciplinas e depois faz a redação.
"É preciso fazer uma boa leitura do enunciado, depois fazer o projeto do texto e começar a escrever". O estudante acha que para chegar ao bom resultado, é importante dominar a forma de escrever. Para se chegar a isso é necessário disciplina nos estudos e muita leitura para tratar da fluência do texto.
Paula Paschoal Garcia Duarte, 20 anos, diz que a principio faz uma leitura de toda a prova. "Muitas informações estão nos enunciados", avisa. "A prova é temática e o ano passado o assunto foi 'saúde'. Escolhi escrever uma carta e fiz um rascunho elaborando mais ou menos um projeto. Depois resolvi todas as questões e já tinha a redação na cabeça." Outra dica da estudante é ser bem objetivo.
Ricardo Amarante Tucinatti, 19 anos está cursando história e gosta de uma boa narrativa. No vestibular fez uma narração sobre obesidade que lhe rendeu 46 pontos. A redação de Ricardo foi mais uma das escolhidas para o livreto. "Deixei a redação por último, fiz um projeto e escrevi", diz.
Para ele, a leitura é fundamental. "Leio de tudo, desde o que é pedido no meu curso até romance e aventura", contou. Em sua opinião, um livro inspirador para boas redações em vestibulares é o 'Grande Sertão: Veredas', de Guimarães Rosa. "Mostra o Brasil a partir do sertão e faz um comentário do homem atual".

O livro, em formato de bolso, está à venda na Editora da Unicamp ou pelo site da universidade (www.editora.unicamp.br).

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Meio e Mensagem

Facebook em expansão
Por Victor Gazineu


No ano de 2008, o site de relacionamento social “Facebook” teve um aumento significativo no seu uso em aparelhos móveis, como Iphones e celulares. Segundo informa o Facebook blog, o programa passou a ser utilizado por 15 milhões de usuários ativos, triplo do número registrado no início deste ano. O engenheiro Wayne Chang afirma que as inovações proporcionadas pelo programa têm adquirido uma popularidade superior às expectativas da companhia. “Quando nós recentemente adicionamos a capacidade de comentar nas atualizações dos status dos amigos no Facebook mobile site, nós não esperávamos receber quase um milhão de comentários nas primeiras 24 horas”, diz Chang.
Esta é uma estratégia interessante, já que, antes, as pessoas podiam apenas atualizar o seu status e não tinham a liberdade de comentar nas atualizações dos outros usuários. Agora, a história é outra.
Muitos estão aderindo ao site, pois além de promover uma interação móvel, o seu acesso é facilitado pela sua extensão a qualquer tipo de navegador.



Para saber mais sobre o Facebook, acesse: http://informatica.hsw.uol.com.br/facebook.htm

Cubo Mágico

A Editoria Cubo Mágico apresenta:

_ O Concurso literário da Revista Lupa 6*:

Cometeu ou presenciou um crime e não tem pra quem contar?

Veja a imagem abaixo e saiba como participar

Clique na imagem para visualizá-la em tamanho maior.

_ Escreva para a revista Lupa!

_ Envie para lupa.facom@gmail.com um texto livre, totalmente NONSENSE, explorando a temática CRIMES.

_ Você só tem dois limites: enviar até 28 de novembro e não ultrapassar 15 linhas!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Meio e Mensagem

Rádio, TV e Publicidade
por Camila Queiroz

_Para quem gosta de rádio, TV ou publicidade, vale à pena visitar o site História do Rádio. Destinado a pesquisadores e estudantes de comunicação, rádio e TV, cinema e publicidade, marketing, jornalismo e a amantes do universo radiofônico, este site reúne diversas peças desses três meios de comunicação, como vinhetas, áudios históricos, aberturas de programas, biografia de cineastas, comerciais de TV, peças publicitárias, entrevistas históricas, fotos de aparelhos de rádio antigos e até gravações raras de programas radiofônicos.
_Que tal ver peças publicitárias do tempo de nossas avós? Lembra da Mesbla? E da propaganda da poupança Bamerindus? E dos Mamíferos Parmalat? Arapuã – Ligadona em você? Gostaria de rever a abertura de Irmãos Coragem? E um comercial da Coca Cola dos anos 50? Sabe como o Repórter Esso anunciou a renúncia de Getúlio Vargas? E a narração da final da copa de 62 entre Brasil e Tchecoslováquia, na qual o Brasil foi bicampeão? Essas e diversas outras peças podem ser conferidas no site.
_Além disso, a utilização de seu conteúdo para trabalhos, monografias e estudos científicos é permitida, desde que haja o devido crédito aos seus autores.
*Caso você não consiga ouvir esses áudios ao abrir a janela, basta copiar o endereço, abrir o Windows Media Player, apertar Ctrl+U, colar o endereço e esperar carregar.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Passepartout

Os novos Irmãos Karamázov
Por Luis Fernando Lisboa




_Chegará, em novembro, às livrarias brasileiras uma nova tradução do último e famoso livro de Fiódor Dostoiévski (1821 - 1881), Os Irmãos Karamázov, considerado por Freud, como "a maior obra da história". Sendo um dos mais aclamados autores de todos os tempos, Dostoiévski possui no seu currículo livros como: O Idiota e Crime e Castigo.

_A obra, escrita no ano de 1879, dois anos antes da morte do autor, aborda temas da sociedade russa e da essência da humanidade. O narrador do livro, é como que uma testemunha de alguns acontecimentos de uma afastada cidade russa. Ele, a todo momento, pede desculpas ao leitor por não se lembrar de alguns fatos, por considerar a história muito longa e por achar que seu herói é pouco conhecido, ou até mesmo, desimportante.

_Trata-se de um caso de parricídio (assassinato do próprio pai) dentro da família Karamázov. O pai da família, Fiódor, após se casar com mulheres por interesse, e, portanto, tendo acumulado riqueza, teve três filhos: Dmitri, Ivan e Aliócha. Os três irmãos foram abandonados pelo pai, possuem personalidades completamente distintas e vão desenvolvendo os seus tortuosos caminhhos ao longo do livro.

_Paulo Bezerra, o responsável pela nova tradução, baseou-se em uma edição crítica da obra de Dostoiévski, realizada por um grupo de filólogos russos, nos anos 70, e diz no seu posfácio que essa é "a única [tradução] efetivamente integral em língua portuguesa." O tradutor pontua que também tentou preservar o estilo "às vezes meio tosco" do original. Para ele, Dostoiévski demonstrou em toda sua obra, e especialmente em "Os Irmãos Karamázov", "o poder devastador do dinheiro no psiquismo das pessoas."

_"Os Irmãos Karamázov" - Fiódor Dostoiévski
Tradução: Paulo Bezerra
Editora 34 - Dois volumes




Prova dos Nove

Ufba não poderá mais cobrar por emissão de diplomas e certificados
Por Gabriela Vasconcellos

_De acordo com uma determinação do Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA), a Universidade Federal da Bahia (UFBa) não poderá mais cobrar para emitir diplomas, certificados, transferências, históricos escolares, avaliação curricular, trancamento parcial ou total de disciplina e outros documentos para os seus alunos, independentemente da condição financeira e social destes.

Foto: Núcleo de Notícias

_Desde 2007 que o MPF havia entrando com esse pedido, mas só em agosto deste ano a liminar da 6ª vara foi acatada pela Justiça. A UFBa não recorreu da liminar. As únicas taxas mantidas são as de registro e validação do diploma, pois são serviços disponibilizados para pessoas que não estudam na universidade.
_Lembrando que, está em vigor uma súmula do Supremo Tribunal Federal (STF) que declara inconstitucional cobrar taxa de matrícula nas universidades públicas.

Benefício da meia entrada para estudantes pode acabar

por Carol d'Avila

_O projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSBD-MG) pretende acabar com algum dos benefícios da meia entrada nos lugares de lazer. Caso entre em vigor, a nova lei só permitirá que os estudantes tenham o desconto de Domingo à Quarta-Feira, e também restringirá os locais onde essas carteirinhas poderão ser feitas. Essa lei pretende acabar com as falsificações e com a reclamação dos produtores culturais, artistas e dos espaços de lazer que questionam o baixo lucro que obtêm, devido ao uso abusivo e indevido das carteiras de estudante. Porto Alegre já é um exemplo dessa lei, onde desde 2006 foi adotado o sistema de meia entrada e os 50% de desconto só são válidos para os dias de semana, nos finais de semana o desconto cai para 10%.
_Hoje pela manhã houve um debate na Globo News que aproveitou a situação para botar todas as representações que estavam envolvidas no tema. Estavam presentes uma produtora cultural, a senadora que apóia a lei e a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, além dos assinantes da Globo que também podiam dar opiniões e sugestões para o caso. Todos deram suas opiniões. A produtora começou alegando que eles nem os artistas poderiam pagar pelo o que o governo institui como um benefício para os estudantes, que deveriam ser dados subsídios para ajudarem eles a manterem esse sistema, porque eles estavam se prejudicando por conta dos que usam as carteiras de estudante indevidamente.

_Os produtores também estão certos. Como exemplo tem o show da Vanessa da Mata que aconteceu aqui em Salvador no mês de Junho deste mês. O produtor Adailto Almeida afirma que o show da cantora custou 70 mil, sem as passagens, e que a bilheteria apresentou 38 mil, tudo isso porque 90% dos ingressos vendidos foram de meia entrada – a inteira desse show custava 80,00, e a meia 40,00. Isso acaba sendo ruim para todos, para alguns em curto prazo e para outros em longo prazo. Para os produtores e artistas não é viável fazer shows fora do circuito Rio - São Paulo, pois os custos são altos e o benefício muitas vezes não é válido para o trabalho que eles têm; o que acaba acontecendo é que os preços são dobrados justamente por saberem que a venda da meia entrada será maioria. Ruim para os estudantes que pagam um preço artificialmente alto comparado com os shows de épocas anteriores, e pior ainda para os que ficam na lei e pagam o preço absurdo da inteira que também é dobrada. Acaba virando uma enganação para todos. Pior ainda para todos os freqüentadores que reclamam tanto da falta de apresentações de Salvador, onde raramente vem um artista internacional (muitas vezes até nacional), e onde não circulam tantas peças de teatro como no Rio de Janeiro ou São Paulo, considerados pólos culturais.
_Outra medida dita pela senadora e que também vem atraindo o interesse de alguns é estabelecer uma cota de 30% de venda de meia entrada, e a perda dessa receita seria dada pelo governo, que deduziria do pagamento de impostos devidos. Tanto a produtora cultural como Lúcia Stumpf não aceitaram o projeto. A primeira alega que as casas de espetáculo raramente atingem o limite de expectadores, e que beneficiar 30% a partir do número de lotação seria injusto pois eles arcariam do mesmo jeito com o prejuízo. A segunda diz que seria injusto atribuir benefício a apenas 30% dos estudantes, sendo que todos eles possuem esse direito, conquistado pelos estudantes e pela UNE desde a década de 40.
_Em 2001 foi tirado da UNE e da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) o direito de únicos emissores de carteiras de estudante. A partir daí a emissão de carteiras falsificadas piorou pois qualquer órgão estudantil poderiam emitir o documento. Essa lei acabou com o monopólio que de certo modo era ruim, mas acabou também com a organização contra a falsificação.
_Bom, o debate acabou sem nenhuma medida totalmente correta. Alguns assinantes deram suas opiniões de indignação contra a lei, e um deles até enviou uma sugestão de só possuírem carteiras de estudante aqueles que têm até 24 anos. Todos os presentes falaram que não seria a melhor solução porque hoje em dia muita gente começa a faculdade (ou o que quer que seja) mais tarde, na faixa dos 30, 40 anos, ou até mais.
_No atual contexto o mais justo para todos seria se o governo e as casas de espetáculo conseguissem um jeito de fazer uma maior fiscalização, porém a produtora cultural disse que esperar que isso aconteça é inviável para eles, porque todos sabem que no Brasil não há essa fiscalização maciça.
_Enquanto isso os estudantes esperam o que vai acontecer. A lei já passou pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ) e agora está na Comissão de Educação.
_Em minha opinião como estudante o justo seria mesmo haver uma maior fiscalização. Talvez voltar com que a UNE seja a única emissora das carteiras e obrigar também que os estudantes além de mostrarem as carteiras, mostrassem também na entrada o comprovante de matrícula do semestre ou do ano.
_O que não pode é ficar do jeito que está, onde as casas de espetáculos fingem que dão desconto, o estudante finge que paga meia-entrada e o político finge que está fazendo algo.
_Os produtores afirmam que os preços irão cair caso um dos projetos sejam aprovados. Mas, quem garante? Como cidadãos devemos também reclamar do abuso dos preços que é imposto. Cada um tem o limite do seu bolso, porém há de se lutar também contra essa cultura que a cada dia fica mais cara.